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Sexta-feira, Março 26, 2004
Catzo !!! Meus Arquivos foram pro espaço alguém sabe como resgatar ? consigo ver todos nos meus templates, mas no menu ao lado necas de pitibiribas

Postado por Wagner | 4:37 PM  |


ILA ILA RIE… ÔÔÔ …. ILA ILA RIE… ÔÔÔ... É a turma da Xuxa que vai dando seu alô....



Xuxa no mundo da perdição... Ops...do tesão... Ops... ah sei lá porra, acesse aí !


Postado por Wagner | 9:14 AM  |


Olimpiadas 2.004 – Foi acesa ontem a Tocha Olímpica em Olimpia na Grécia, a comemoração foi um sucesso, e a danada vai percorrer os cinco continentes. Pelo tamanho da bagaceira talvez muito chegarão até a Lua...


Postado por Wagner | 8:54 AM  |




Sexo depois da gravidez


O bebê nasceu. O casal se reveza com ele, passa noites em claro e, nos momentos de folga, aproveita para dormir. Cuidar de um recém-nascido é tarefa que exige paciência, disponibilidade e...muito fôlego. Mas, como fica a vida sexual em meio a tantas exigências?

Que mudou, mudou. Por isso mesmo, é importante que o homem e a mulher não esqueçam que, antes de serem pais, são amantes, e que sexo não se resume ao ato da penetração em si. Um toque, um abraço, um carinho mais íntimo podem ajudar, e muito, neste momento.


Desejo em baixa

As alterações hormonais da gravidez ainda mexem com seu organismo até alguns meses depois que o bebê nasceu. Por conta delas e também pela nova rotina de vida, em função da maternidade, você não tem a mesma disposição de antes para o sexo. Apenas uma fase, onde cada casal deve encontrar seu ritmo próprio, sabendo que, logo, logo, tudo voltará ao normal.

A presença do leite, por exemplo, pode inibir as carícias nos seios, o ressecamento da vagina, também ligado a causas hormonais, traz um certo desconforto. Amenize, usando um gel lubrificante e demore mais nas preliminares, estimulando, assim, sua lubrificação natural.

É importante estar atenta, também, aos exageros na atenção com o bebê, que acaba colocando o marido no eterno segundo plano. Conversem sobre o assunto e, sempre que possível, reservem um tempo para o namoro. Se tudo estiver bem, seu filho pode ficar um pouco com a vovó, com a tia. Sem problemas. Vocês dois merecem esta privacidade.


Exercícios aumentam o prazer

Os médicos, geralmente, recomendam esperar até 40 dias após o parto para retomar a vida sexual. A não ser quando ocorre alguma complicação (infecções, hemorragia, lesão do períneo, entre outras), ou no pós-cesariana. Nas duas situações, somente o obstetra poderá avaliar e liberar a mulher no tempo certo.

Quanto à sensação de prazer, claro que pode ser tão intensa quanto antes. Alguns homens falam que, durante a relação, sentiram a vagina de sua parceira um pouco mais alargada. Neste caso, há uma ginástica específica – os exercícios de Kegel – para a musculatura local, inclusive do períneo, muito exigida durante o parto normal. Sentada, em casa mesmo, contraia os músculos da vagina e permaneça assim, durante três segundos. Depois, relaxe. Repita por 10 vezes, fazendo de dez a vinte séries por dia.

O corpo está diferente, você engordou e o inchaço ainda não desapareceu totalmente. Não se sente mais tão atraente e tem receio que o parceiro também pense assim. Em vez de ficar inibida, trate de mudar o cardápio. Evite doces e massas, abuse das frutas, verduras e dos alimentos fibrosos, sem esquecer das proteínas. Se está muito acima do peso, vale uma conversa com o obstetra, que pode recomendar uma dieta mais específica.


Nova gravidez?

Se não quer engravidar, agora, cuidado! Mesmo amamentando, o risco existe, já que a mulher pode ovular, sim. Converse com o obstetra sobre o melhor método contraceptivo para você. E não se preocupe com surpresas. Ele deve indicar o preservativo (camisinha), masculino ou feminino, mais prático, e que não interfere no equilíbrio hormonal. Alguns médicos recomendam a pílula de baixa dosagem, mas ela só funciona para quem amamenta, mesmo que não exclusivamente.

Por Lilian Luz
Consultor: Dr. Décio Lopes, ginecologista e obstetra




Postado por Wagner | 8:50 AM  |


Quinta-feira, Março 25, 2004

Médico medroso



Toda vez que o casal fazia sexo, a esposa soltava um peido. Invocado, o marido resolvou fazer uma consulta médica, pra ver se o problema era com ele. Chegando no consultório, o médico disse:

- Tire sua roupa que eu vou lhe examinar.

Quando o médico viu o tamanho do pênis do cara, se assustou e falou para o paciente:

- Tá explicado porque sua esposa peida. Só de olhar, eu já me caguei todinho!!!

Postado por Wagner | 5:08 PM  |




O Gaguinho e a Notícia



Certo dia toca o telefone do gaguinho às três da manhã e ele atende:

— A... A... A-lô!

— Fala, gaguinho! Beleza?

— Be... be... be... belê... le-lezzzza! E vo-vo-vo-vo... c-cê?

— Deixa pra lá... É o seguinte! Tô ligando essa hora pra te pedir um favor.

— É que a mãe do Nélio, o teu vizinho do lado, faleceu... Queria que você fosse até a casa dele e desse a notícia. Você faz isso?

— Eu vo-vo-vo-vou te-te-tentar! — e desligou o telefone.

O gaguinho ficou todo nervoso com a missão (Imaginem um gago nervoso!) e foi tocar a campainha da casa do Nélio.

Depois de algumas tentativas ele atendeu, sonolento.

— O que foi, Gaguinho? O que você quer essa hora?

— É que eu te-te-te-te-tenho uma no-no-no-no-ti-ti-ti-ti-ciaa pra te-te-te-te...

— Fala logo, Gaguinho!

— Eu não co-co-co-co-consi-sigo, po-po-po-po-pô!

Vendo o nervosismo do gaguinho somado com sua dificuldade natural de falar o Nélio resolveu facilitar as coisas:

— Faz o seguinte: dizem que gago não gagueja quando tá cantando, né? Então diz cantando!

— Ta-ta-ta-tá bom... É o se-se-se-se-guinte...

— Vai, gaguinho!

— Olê-lê! Olá-lá! Sua mãe morreu, amanhã vão enterrar!

Postado por Wagner | 4:05 PM  |


Charlie Brown Jr: a trajetória e os boatos do fim



Quem não sabe que os caras do Charlie Brown já invadiram há muito tempo o país está fora de órbita há seis anos. Tão famosa quanto a banda, que hoje é a maior representante do rock brasileiro, é a fama de garoto briguento do líder, o paulistano Chorão. Vira e mexe algum boato de arranca rabo entre ele e integrantes da banda, amigos e desconhecidos pipoca na imprensa.

O que já é um folclore tem ganhado maiores proporções nas últimas semanas. Chorão e Pelado teriam saído na mão e a continuidade do grupo pode ter virado uma incógnita. A notícia circulou nos bastidores e muita gente que trabalha com os caras tremeu com o clima de “ou vai, ou racha”. A gravadora não assume a briga e nem discute um possível final do Charlie Brown, argumentando que a banda ainda tem muitos contratos de shows a cumprir.

Confusões sempre fizeram parte da história da banda liderada por Chorão, que ganhou o apelido de um mano skatista por causa de seus olhos sempre vermelhos. Ele achou o cabelo do baixista engraçado e tascou o apelido de Champignon. O guitarrista Marcão fazia faculdade de propaganda e foi até corretor de imóveis para pagar as contas. O baterista atende por Pelado porque foi encontrado assim tomando sol no quintal de casa pelo resto da banda. Patola descobriu o grupo, produziu os discos e toca guitarra.

Um acidente de carro batizou a banda. Chorão atropelou uma barraquinha de coco chamada Charlie Brown e o Júnior foi colocado como homenagem às bandas favoritas dos caras. As influências sempre vieram dos estilos Hip hop, ska, reggae, punk rock e funk. No início, a banda queria tocar em inglês, mas o Planet Hemp mandou um sonoro "acorda pra cuspir" e o Charlie Brown Jr esqueceu a língua dos gringos.

Além de ser o contato com Patola, Pelado também esbarrou em Rick Bonadio, produtor dos Mamonas Assassinas, depois de menos de 100 horas de gravação o primeiro disco estava pronto. "Transpiração continua prolongada" vendeu meio milhão de cópias e lançou sucessos como "Proibida pra mim", "Tudo que ela gosta de escutar" ("Que Patricinha já não se apaixonou por um malandro?", explicou Chorão) e "O coro vai cumê". Bonadio, por sinal, foi um dos primeiros a se desentender com o jeito revolts de Chorão e largou a produção dos discos nas mãos de Patola.

Nos primeiros meses de sucesso os músicos da banda ainda não tinham se livrado da pindaíba. Chorão esperava a mulher chegar em casa com um tíquete para comprar duas esfihas e um refrigerante. Mas já se foi aquele tempo da ladeira e os integrantes da banda aproveitam o sucesso, mesmo que seja detonando os estoques de Toddynho dos hotéis em que ficam hospedados durante as turnês.

Dois anos depois da estréia, veio o álbum duplo “Preço curto, prazo longo”, com “Zóio de Lua” e “Te levar”. Mais um sucesso, mais um disco. Nesta mesma época a banda causou uma certa polêmica por ter abandonado, junto com Skank, Raimundos, Jota Quest e outros, o Rock in Rio sob a alegação de que o festival não destacava tanto as atrações nacionais como as internacionais. Mas isso não arranhou a imagem do grupo, que continuou crescendo. A versão que o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro fez de “Proibida pra mim” gerou alguns bocejos entre os fãs de Chorão e Cia, mas só comprovou a força do trabalho dos caras.

Em 2000 aparece “Nadando com os tubarões”, que mostra a aproximação da banda com rappers da periferia de São Paulo, selada com a participação do DJ Anderson Franja. O CD concorreu ao prêmio de melhor disco de rock no Grammy Latino. “Não é sério”, com participação de Negra Li, tocou à exaustão nas rádios. Durante a turnê, o guitarrista Thiago deixa a banda, uma situação meio estranha que não foi esclarecida. Segundo Champignon, nem passou pela cabeça deles parar de tocar, mas ninguém mais falou sobre o assunto.


SAI RICK BONADIO?

O lado mais engajado do grupo aparece em 2001, no disco "100% Charlie Brown Jr. - Abalando a Sua Fábrica". Entre os dois discos Chorão perdeu o pai e isso fez o compositor refletir mais sobre a sua época de baladas e pensar mais no futuro. Sem um substituto para Thiago, o som ficou mais cru.

Durante uma turnê em Portugal, um jornal luso chamou os integrantes da banda de “Bocas ordinárias” por causa da quantidade de palavrões nas letras. Chorão, que sempre batiza os discos, resolveu nomear assim o lançamento de 2002. A banda grava a primeira cover de sua carreira, “Baader-Meinhof Blues”, do Legião Urbana. O som fica mais próximo ao escutado nos shows, a guitarra mais pesada.

As notícias de que o CBJ estava preparando junto com a MTV um acústico assustaram um pouco os fãs, mas o resultado estava bem longe do clima banquinho-e-violão. Marcelo Nova, líder do Camisa de Vênus, foi o principal convidado do show. “Eu devo ser filho bastardo desse homem”, exclamou Chorão. O CD já vendeu mais de 400 mil cópias e o DVD, 100 mil.

O Charlie Brown já fez cerca de 60 shows com o Acústico e pretende fazer mais 150. Em maio, embarcam para uma turnê internacional, que vai ser encerrada no Rock in Rio de Lisboa. Novo disco só no final de 2005 para dar um respiro. A maior banda de rock brasileira vai surfando (sem perder a crueza) entre os tubarões e não pensa em parar. Para os fãs, a idéia vai ser sempre “no vaca, yes rock “ e a torcida para que o fim da banda seja apenas mais um boato.



Postado por Wagner | 11:43 AM  |


Mais fogo na polêmica




A publicidade pegou carona na polêmica separação de Luma de Oliveira. Está no ar a campanha Fogo do conhaque Dreher. No filme para a TV, uma atriz morena – vestida de vermelho, cor preferida da musa, com os cabelos iguais aos dela e com máscara de Carnaval na mão! – está deitada no sofá de casa ao telefone. Na conversa, ela diz: “Minha vida está um tédio, mas.., sabe, eu sinto que vai acontecer alguma coisa”. Logo depois, constata: “Nossa, que calor!” e vê parte da casa em chamas. Ela pede socorro e rapidamente é atendida por um bombeiro bonitão (numa clara alusão ao capitão José Albucacys), que a pega no colo (acima). Antes de deixarem o local, ela abaixa a foto do marido (bem ao estilo mauricinho de Eike Batista) num porta-retrato... A criação é de Carlos Silvério, Adriana Davini e Frederico Sartorello, da DPZ. A agência, apesar das evidências, nega que o anúncio seja inspirado na separação de Luma, uma vez que a marca já fez vários filmes com bonitonas e bombeiros. A coluna apurou que a ex-modelo e empresária já assistiu ao anúncio e não gostou na-di-nha...



Postado por Wagner | 11:43 AM  |


Motoqueiro que atropelou Fromer é condenado a prestar serviços


São Paulo - O atropelamento e morte do titã Marcelo Fromer foi punido pela Justiça de São Paulo com uma pena de 3 anos e 4 meses de detenção, convertida em prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período. O motoboy Erasmo Carlos da Costa Júnior, de 32 anos, que estava com a carteira de habilitação vencida quando atropelou o músico, foi condenado por homicídio culposo (sem intenção) pela juíza Márcia Mayuni Okoda Oshiro Bugan, da 25.ª Vara Criminal Central.

A juíza reconheceu na sentença que a morte do guitarrista do grupo Titãs foi causada por imprudência do motoqueiro. O motoboy - que foi procurado pela polícia durante mais de um ano - foi condenado com base no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). A pena por ter causado a morte de Fromer foi fixada no mínimo (2 anos), já que ele confessou o crime. A agravante considerada pela juíza - que elevou a pena para 3 anos e 4 meses - foi estar com o exame médico da carteira de habilitação vencido.

Fromer foi atingido pelo motoqueiro quando atravessava a rua, na esquina da Rua Portugal com a Avenida Europa, no Jardim Europa, zona sul - ele fazia cooper e não portava documentos. Com o impacto, o titã foi atingido no peito pelo capacete do motoboy, caiu de costas e bateu a cabeça no asfalto. O músico permaneceu internado no Hospital das Clínicas por dois dias, mas não resistiu aos graves ferimentos no cérebro. O tipo de prestação de serviço que será feito pelo motoboy será definido pelo juiz das Execuções Criminais. Procurado pela Agência Estado, o acusado não foi localizado.

Postado por Wagner | 11:42 AM  |


As grandes trilhas sonoras do cinema



Por Carlos Augusto Gomes

Até 1927, o cinema era mudo. Não havia diálogos e nem trilha sonora – a não ser que ela fosse executada ao vivo, por um pianista que acompanhava os filmes. Daí veio o filme “O Cantor de Jazz” e o cinema nunca mais foi o mesmo. Não por acaso, o primeiro filme sonoro foi um musical. Seus grandes momentos eram aqueles em que o ator principal, Al Jolson, cantava.

Não dá para imaginar cinema sem música. Afinal, o que seria de “O E Vento Levou” sem a açucarada trilha de Max Steiner? Será que o assassinato no chuveiro de “Psicose” daria tanto medo sem os arrepiantes violinos de Bernard Herrmann? Dá para imaginar o vilão Darth Vader sem o acompanhamento criado por John Williams para a série “Guerra nas Estrelas”?

A partir dos anos 90, tornou-se mais comum usar música pop como base para a trilha sonora. De quem é a culpa? Provavelmente do cineasta Quentin Tarantino e seu filme “Pulp Fiction”, de 1994. As músicas tornaram-se tão clássicas quanto o próprio longa. “Girl, You’ll Be a Woman Soon”, do Urge Overkill, é sucesso até hoje por causa de “Pulp Fiction”.

Nesse caso, a responsável pela escolha das músicas foi o próprio Tarantino. Há vários casos em que o próprio diretor define o que vai tocar no filme – geralmente essas são as trilhas mais legais, porque há um casamento perfeito entre som e imagem. Mas, às vezes, existe um profissional ou até uma equipe cujo único trabalho é escolher as músicas certas para cada cena.

Numa produção como “Alta Fidelidade”, as canções escolhidas por essa equipe são fundamentais para dar o clima certo ao filme. Mas há casos em que o que define a trilha é a possibilidade de lucro, não a utilidade dela na tela. A superprodução “Godzilla”, por exemplo, tem Wallflowers e Jamiroquai na trilha. Será que eles estão lá porque combinam com o filme ou porque farão com que o CD venda?

As melhores

As trilhas que entraram em nossa lista atendem a três pré-requisitos básicos: são legais; são baseadas em música pop (trilhas instrumentais não entram); são a cara do filme (quando a gente pensa no longa, lembra da música na hora). Vamos à lista!

Trainspotting
Seria exagero dizer que esta é a melhor trilha de todos os tempos? É só lembrar da cena em que Ewan McGregor tem uma overdose ao som de “Perfect Day”, de Lou Reed, para ter certeza que sim. Outros destaques: “Born Slippy”, do Underworld; “Lust for Life”, de Iggy Pop; e “Sing”, do Blur.

Pulp Fiction
Os créditos iniciais acontecem ao som de “Misirlou”, do rei da surf music Dick Dale. A trilha começa genial e vai assim até o final. Destaques: “Girl, You’ll Be a Woman Soon”, do Urge Overkill (basta ouvir para lembrar de Uma Thurman de peruca preta) e “Let’s Stay Together”, clássico romântico de Al Green.

Quase Famosos
O filme conta a história uma banda fictícia (Stillwater), claramente inspirada no Led Zeppelin. A trilha tem alguns dos melhores momentos do rock nos anos 70, como o próprio Led (“That’s the Way”) e Rod Stewart (“Every Picture Tells a Story”). Destaque: o pessoal no ônibus cantando “Tiny Dancer”, de Elton John.

A Estrada Perdida
Mesmo quem não entendeu nada do filme de David Lynch vai curtir a trilha. As cenas inicial e final acontecem ao som de David Bowie (“I’m Deranged”). Ainda há músicas do Nine Inch Nails, Marilyn Manson (com direito a uma participação relâmpago como ator) e até Tom Jobim (“Insensatez”). Destaque: “This Magic Moment”, de Lou Reed.

Encontros e Desencontros
A diretora Sofia Coppola tem intimidade com música pop –dirigiu um clipe do White Stripes e teve a trilha de seu filme anterior, “As Virgens Suicidas”, feita pelo Air. Não é surpresa, portanto, a sensacional trilha deste “Encontros e Desencontros”. Destaque: “Just Like Honey”, do Jesus & Mary Chain, que toca na última cena do filme.

Christiane F.
A garota que dá título ao filme tem 13 anos, é drogada, prostituída e fã de David Bowie. Por isso mesmo, a trilha inteira é composta por músicas do cantor britânico. Ele chega até a fazer uma participação especial, cantando “Station to Station”. Destaques: “Heroes” (numa versão cantada em inglês e alemão) e a sombria “Sense of Doubt”.

Boogie Nights
Trilha imperdível para quem gosta de disco music. Para acompanhar a história de um ator pornô nos anos 70, o diretor Paul Thomas Anderson usa canções de Eric Burdon & War (“Spill the Wine”), Marvin Gaye (“Got to Give It Up”) e Electric Light Orchestra (“Livin’ Thing”). Destaque: “Machine Gun”, dos Commodores.

As Aventuras de Priscilla, a Rainha do Deserto
A história de um transexual e duas drag queens que cruzam a Austrália tinha tudo para resultar numa trilha no mínimo divertida. Há clássicos gays como “Go West”, do Village People, e “I Will Survive”, de Gloria Gaynor. Mas o destaque mesmo é “I Love the Nightlife”, clássico disco de Alicia Bridges.

Alta Fidelidade
Um filme que tem como personagem principal o dono de uma loja de discos tinha que ter uma grande trilha. É exatamente o que acontece em “Alta Fidelidade”: uma mistura de clássicos do Velvet Underground e Thirtheenth Floor Elevators com novidades de Stereolab e Beta Band. Destaque: “Cold Blooded Old Times”, do Smog.

Velvet Goldmine
Com personagens inspirados em rock stars dos anos 70, como David Bowie e Iggy Pop, “Velvet Goldmine” conta a história do glam rock. Na trilha, há sucessos da época em versões originais e regravações feitas por uma banda de estrelas (Thom Yorke, do Radiohead, entre eles). Destaque: “Needle in the Camel’s Eye”, de Brian Eno.

Os Embalos de Sábado à Noite
É a trilha sonora mais vendida de todos os tempos, responsável pela popularização da disco music no mundo inteiro. Há diversas músicas dos Bee Gees (incluindo a imortal “Stayin’ Alive”) e hits de The Trammps (“Disco Inferno”) e KC and the Sunshine Band (“Boogie Shoes”). Destaque: “Stayin’ Alive”, é claro.

Beleza Roubada
Uma trilha das mais variadas. Vai desde divas do jazz, como Billie Holiday e Nina Simone, até estrelas do rock alternativo dos anos 90, como Liz Phair e Mazzy Star (com a belíssima “Rhymes of an Hour”). Destaques: o funk “Superstition”, de Stevie Wonder, e o trip-hop “Glory Box”, do Portishead.


Postado por Wagner | 11:42 AM  |


Quarta-feira, Março 24, 2004
Movimento negro faz protesto contra Clodovil





Representantes do movimento negro realizaram na terça-feira um protesto em frente aos estúdios da Rede TV! em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. Eles acusam o apresentador Colodovil Hernandez de chamar de “macaca de tailleur” a vereadora Claudete Alves, que é negra.

A parlamentar, que participou do protesto, disse que o apresentador está “promovendo o racismo”. Claudete Alves disse que entrou com um processo civil e outro criminal contra o apresentador e contra a emissora.
A polêmica teve início na semana passada, quando Clodovil, ao tentar defender o cantor Agnaldo Timóteo, disse que o artista não podia "virar ladrão ou bandido, como todo crioulo". Na ocasião, ele ainda criticou duramente a prefeita Marta Suplicy, a quem chamou de "idiota", "inútil" e "perua que teve sorte".

Postado por Wagner | 5:06 PM  |


ASSÉDIO SEXUAL


Um homem passa pela sua colega de escritório e diz que o cabelo dela cheira muito bem. Indignada a mulher vai, imediatamente, ao gabinete do chefe afirmando ter sido assediada de forma maliciosa pelo rapaz. Após ela contar o fato, o gerente fica admirado com o radicalismo da moça e pergunta:

- Qual é o mal de um colega lhe dizer que o seu cabelo cheira bem ?
A mulher responde:

- Um colega da sua altura, nenhum. O problema é que ele é anão!!!
Fonte : nuquarto.weblogger.terra.com.br

Postado por Wagner | 12:52 PM  |


O quê... Praia em Marte ?


Nasa anuncia descoberta de mar de água salgada em Marte




A Nasa, a agência espacial norte-americana, informou nesta terça-feira que a missão enviada a Marte concluiu que já existiu um mar de água salgada no planeta, o que pode ter permitido a existência de vida.

De acordo com a Nasa, amostras de rochas colhidas na superfície marciana apresentavam sinais de erosão provocada pela água, e não de erosão pelo vento.

Esta é a primeira vez que pesquisadores encontram evidências concretas de que água já correu pelo planeta vermelho.



Postado por Wagner | 12:51 PM  |


Show da Sandy e do Boiola do Junior... o fotografo foi muito feliz isso que eu chamo de estar no Lugar certo na hora certa ... a foto da ”garota” antes da Playboy .....auhauhuaua
Fica ainda aqui comigo a seguinte pergunta seria ela ainda virgem ???


Fonte Consultorio do Humor



Postado por Wagner | 12:50 PM  |


Mas é muita petulância...
...QUE OS HOMENS NÃO SABEM SOBRE AS MULHERES.





1 Temos certeza de que vocês são surdos...
Nós gostamos de repetir mil vezes a mesma coisa, sim! É incrível, mas por mais que vocês estejam ouvindo, sempre temos uma pontinha de dúvida se prestaram atenção e se vão fazer o que pedimos.

2 Não queremos saber se estamos gordas (mesmo quando perguntamos)
Se perguntamos se estamos gordas, o máximo a fazer é dizer:"Amor, você engordou um pouco, seria legal voltar para a ginástica".

3 Preferimos abstrair as gostosas da TV
Nenhuma mulher gosta de ver o seu marido falando em excesso das curvas de uma moçoila na tela da TV. Seja discreto. Principalmente quando com os amigos.

4 Queremos distância dos toscos
Não gostamos de homens mal-educados, que não saibam pedir um vinho, que fiquem bêbados ou falando alto em um restaurante. Nosso homem tem de ser discreto e charmoso. Não queremos ser as mães deles...

5 Não estamos a fim de ter filhos com você (não na primeira noite!)
Nós adoramos que o cara ligue no dia seguinte, porque quer dizer que ele se importa. Mas não faça isso pela manhã. Deixe passar um tempo, para que fiquemos em dúvida ("afinal, ele vai ligar ou não?"). E, no início do namoro, não pegue muito no pé. E nunca diga quero ter filhos com você, na primeira noite. Soa meio desesperado.

6 Detestamos ser comparadas a sua mãe
Gostamos de carinho e muito agrado. Mas não venha com esse papo que somos parecidas com a sua mãe, a mulher ideal, a mulher para casar. Não queremos ser apenas a mulher para casar. Queremos ser a mulher a quem o homem possa fazer tudo o que queira, realizar suas fantasias sexuais. E também ter filhos.

7 Não toleramos descaso
Se você resolveu sair com seus amigos para tomar cerveja, ligue e avise. Não existe problema nenhum na saidinha, o problema é a desconsideração.

8 Não desejamos transar com o rei da praia
Mulheres gostam de homens inteligentes, seguros, bem informados. Não olhamos primeiro para o corpo. Procuramos um cara que tenha uma aparência bacana, seja moderno e que tenha algo na cabeça.

9 Podemos trair quando somos traídas
Apesar de os homens sentirem-se o máximo por ter ficado com todas da turma, para nós, mulheres, o mais seletivo é o que se encaixa no perfil que procuramos.

10 Não traia, termine!
Termine o relacionamento, mas não traia. A pior coisa do mundo é uma mulher saber que está sendo traída. Preferimos chorar a semana toda a descobrir que o cara foi desonesto. Outro detalhe importante: tem muita mulher vingativa! Se ela estiver a fim de te machucar, vai dar o troco na mesma moeda e pode até te trair com o seu melhor amigo. Algumas mulheres podem ser terríveis...

Postado por Wagner | 12:49 PM  |


Ache o Cachorro


Tomando a Pílula


Depois de passar a noite toda no Motel com o namorado, a garota levanta-se, vai até a bolsa, pega um comprimido e engole-o.

- O que você está tomando? - pergunta o namorado.
- A pílula?

- Não, é um tranqüilizante. É que eu esqueci de tomar a pílula!

Postado por Wagner | 12:48 PM  |


Numerologia, dê uma espiada

Clique Aqui


Postado por Wagner | 12:46 PM  |


Depois de algum tempo sem postar concursos públicos, segue aí a agenda para os próximos concursos públicos...
Agora vamos fazer um bem bolado, se você conseguir um trampo novo me arrume uma bouquinha, pois já estou com o saco na lua com o meu trampo...
Calendários dos concursos



O Poupaclique divulga semanalmente um calendário com os principais concursos em andamento no país. Nesta página, você encontra as novidades da semana. As indicações das semanas anteriores estão separadas por região. As vagas disponíveis em vários estados e no Distrito Federal podem ser consultadas no item federal. Você pode receber de graça, em seu e-mail, as informações sobre os concursos públicos. Para isso, basta assinar a newsletter clicando aqui.


FEDERAL

SUDESTE

NORTE

NORDESTE

SUL

CENTRO-OESTE



Secretaria de Saúde do Município de São Paulo (SP)


A Secretaria de Saúde do Município de São Paulo abre concurso para preencher 2130 vagas. Há vagas para médicos, dentistas, fonoaudiólogos, nutricionistas e técnicos de saúde, entre outros cargos. Os salários vão de R$ 636,93 a R$ 2155,90. As inscrições estarão abertas no período de 24 de março a 5 de abril e podem ser feitas nas agências da Caixa Econômica Federal listadas no edital.

Clique aqui para ver o edital



AGU (Advocacia Geral da União)
A partir do dia 15, estarão abertas inscrições para o concurso para preencher 400 vagas de procurador federal da Advocacia Geral da União. Os salários são de R$ 4.406,11 e é necessário ser formado em direito. As inscrições podem ser feitas nas agências da Caixa Econômica Federal listadas no edital (até o dia 26 de março) ou no site do Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos), até as 20h do dia 28 de março. A taxa é de R$ 90.

Clique aqui e veja o edital


STJ (Superior Tribunal de Justiça)
O Superior Tribunal de Justiça abre, no dia 15 de março, concurso para preencher 365 vagas, sendo que 216 de nível superior (com salários de R$ 3027,88) e 149 de nível médio (com salários de R$ 1836,91). A maior parte dos empregos de nível superior (166) é destinada a formados em direito, mas há também vagas na área administrativa, que podem ser ocupadas por pessoas formadas em qualquer área. As taxas de inscrição são de R$ 40 (nível médio) e R$ 65 (nível superior).

Clique aqui e veja o edital


INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
O Incra recebe de 30 de março a 16 abril inscrições para concurso que vai preencher 341 vagas em todo o país. Os salários são de até R$ 2.758,60. As inscrições devem ser feitas nas agências dos Correios discriminadas no edital do concurso ou pelo site http://www.nce.ufrj.br/concursos


Clique aqui e veja o edital


Em breve
· Prefeitura de São Paulo - prevê concurso para 100 vagas de Inspetor Fiscal, com salários de até R$ 5502,87 (nível superior) e de até R$ 2223,37 (nível médio completo).

· IBAMA abrirá concurso para preencher 500 vagas do cargo de Analista Ambiental. É exigido nível superior e os salários chegam a R$ 3.741,92.




Postado por Wagner | 12:44 PM  |



Playboy
Jack Nicholson conta as vantagens secretas do Viagra

Jack Nicholson


Em Alguém Tem Que Ceder, o seu 60º - isso mesmo, 60º - filme, com lançamento no Brasil marcado para 12 de março, Jack Nicholson se apaixona selvagemente e faz sexo de uma maneira passional e entusiasmada. O alvo da sua volúpia, no entanto, não é a sua deliciosa namorada no filme, Amanda Peet, mas ninguém menos do que a mãe dela. Isso é clássico em Nicholson: surpreender completamente a audiência. E a cena é de uma temperatura sexual incrível, o que não deixa de ser algo extraordinário, sabendo-se que Jack Nicholson está prestes a completar 67 anos.

Poucos atores são capazes de superar a coleção de prêmios de Nicholson - foram 12 indicações para o Oscar e três estatuetas. E ninguém consegue tirar o seu título de ícone americano. Claro, há outras lendas vivas por aí - são caras como Robert Redford, Clint Eastwood, Sean Connery, Al Pacino e Dustin Hoffman -, mas nenhum deles tem o domínio que Nicholson tem sobre o cinema ou a cultura. Ele está na restrita lista dos maiores atores de cinema de todos os tempos. "Ele é um fantástico símbolo americano, um ator extraordinário... mais ainda, ele é um feiticeiro extraordinário", diz o crítico de cinema Roger Ebert. "O segredo de suas atuações é que ele sabe como fazer, ele quer fazer e ele tem a ousadia de fazer. Seus personagens sempre são libertários, anárquicos, egoístas ou desafiam o sistema. E quase sempre são amigos generosos ou têm uma melancólica nobreza."

Jack Nicholson estourou no cinema em 1969, no filme Sem Destino. Desde então, trabalhou com os melhores atores e diretores americanos e foi estrela de alguns dos mais influentes filmes da sua era. Mesmo uma análise parcial da sua filmografia impressiona: Cada um Vive como Quer; A Última Missão; Ânsia de Amar; Chinatown; Um Estranho no Ninho; Profissão: Repórter; O Iluminado; Questão de Honra; O Destino Bate à Sua Porta; A Honra do Poderoso Prizzi; Laços de Ternura; As Bruxas de Eastwick. Ele foi o dramaturgo americano Eugene ONeill em Reds, do diretor Warren Beatty, e no melhor da série de Batman encarnou o Coringa, numa performance classificada pelo jornal The Washington Post como "brilhantemente louca". Ele ganhou um Globo de Ouro como melhor ator e mais uma indicação para o Oscar por Confissões de Schmidt. A infância de Nicholson também foi pouco comum. Nascido e criado em Mansquan, no estado de Nova Jersey, foi abandonado pelo pai e só soube aos 30 anos que a mulher que ele pensava que fosse sua irmã era na verdade sua mãe. Depois da faculdade, Nicholson se mudou para Los Angeles, onde conseguiu emprego como office-boy nos estúdios da MGM. Ali, acabou sendo aprovado em um teste e conseguiu os primeiros trabalhos como ator em uma série de filmes B dirigidos por Roger Corman, entre eles A Pequena Loja de Horrores. Ele escreveu A Viagem de Corman, que falava de uma má experiência com LSD, e foi co-autor de Head, uma bizarrice estrelada pela banda Monkees. Nicholson ainda dirigiria três filmes: Goin South, que se transformou em um clássico cult; Drive, He Said; e a fracassada seqüência de Chinatown, A Chave do Enigma.

Jack Nicholson sempre pareceu maior do que a vida, tanto nos filmes quanto fora deles, e transformou-se no sinônimo de alguém bem resolvido e realizado, coisa rara entre atores. Ele admite abertamente ter experimentado drogas psicodélicas e que foi até os limites da revolução sexual. Nicholson entrou e saiu de relacionamentos com algumas das mais instigantes, e lindas, atrizes. Seu mais longo caso foi com Anjelica Huston, as belas Michelle Phillips, Rebecca Broussard e, mais recentemente, Lara Flynn Boyle também passaram por sua vida. Seu único casamento - com a atriz de filmes de horror Sandra Knight - durou seis anos. Ele tem três filhos, cujas idades vão de 11 a 40 anos.

Nicholson recebeu o editor contribuinte da Playboy americana David Sheff em sua casa, no alto de Beverly Hills. Numa sala enfeitada com Picassos, Magrittes e um Dalí, que já foi exibido no Museu Metropolitano de Arte, em Nova York, Jack Nicholson, com aquele brilho nos olhos característico, o sorriso escancarado do Coringa e as sobrancelhas infinitamente arqueadas, foi completamente franco e provavelmente revelou mais sobre si mesmo do que em qualquer outra entrevista.

Postado por Wagner | 12:33 PM  |


Hotéis (muito!) diferentes
Sabe o que é um hotel-conceito?
Ele se dedica a um tipo de hóspede bem específico. Aqui, uma seleção dos mais curiosos



Carla Aranha
s perto do Rei do Rock
Era só um motel sem maiores atrativos na cidade de Memphis, no sul dos Estados Unidos. Mas tinha algo muito especial: a localização. Afinal, ficava ao lado de Graceland, a mansão que Elvis Presley comprou em 1957 e onde morreu, exatamente vinte anos depois. Claro que Priscilla Presley, a esperta viúva de Elvis, comprou o motel e o transformou em um hotel inteirinho inspirado no Rei do Rock. Chama-se Heartbreak Hotel - aliás, o nome de um dos maiores hits do cantor. O lobby do Heartbreak é decorado com móveis dos anos 50 e, evidentemente, conta com uma juke box e ampla loja que vende pôsteres de Elvis, discos, camisas etc. etc. Há até óculos escuros que já vêm com as costeletas. Entre os quartos especiais do hotel, um deles é decorado com discos de ouro recebidos por The King. Há outro ainda mais precioso: uma inacreditável reprodução em miniatura da célebre Graceland. Uma pérola do kitsch.

• Heartbreak Hotel - www.elvis.com/epheartbreak.com.
Diária: US$ 90, para 2 pessoas.

Mimos para o novo "homem moderno"
Ele é sensível, trata bem as mulheres e não tem pruridos em usar cremes no rosto e até Botox. Assim é o metrossexual. O termo reúne as palavras metropolitano e heterossexual e entrou na moda em 2003, nos Estados Unidos, para definir um novo tipo de "homem moderno", urbano, que consome cosméticos e roupas de grife, e gosta tanto de esportes quanto de museus. Seu maior expoente é o inglês David Beckham, craque do Real Madrid. Pois bem, a cadeia de hotéis americana Loews resolveu agradar esses raros exemplares do sexo masculino e criou um pacote especial de fim de semana. O Loews Metro Man Package inclui aulas de culinária, degustação de vinho, manicure e até um personal shopper, que ensina o hóspede a se vestir bem. O serviço é oferecido nas unidades de Nova York, Beverly Hills (em Los Angeles), Miami e Santa Mônica (na Califórnia). Após um final de semana, você passa a fazer parte do programa de fidelidade da rede, que, entre outras vantagens, dá direito a upgrade de apartamento - para levar aquela metrowoman especial.
• Loews Hotels - www.loewshotel.com.
Pacote do fim de semana Metro Man: em Nova York, US$ 850; em Beverly Hills, US$ 525; em Miami, US$ 615; em Santa Mônica, US$ 630.
Só para gays
Tinha mesmo que ser em Palm Springs, na Califórnia, o mais badalado destino gay. Ficam lá dois hotéis que só aceitam homossexuais masculinos - um tipo de hospedagem ainda raro em outros cantos do planeta. É fácil escolher em qual deles se hospedar, já que cada um reúne características bem distintas. Mais intimista, com apenas dezessete apartamentos, o Las Palmas Hotel é ideal para quem procura privacidade. A piscina dificilmente fica lotada, assim como a jacuzzi recentemente instalada em meio a um jardim de plantas tropicais. Já o Canyon Boy's Club, com 32 apartamentos, é mais descontraído - e mais animado. O hóspede não precisa usar roupa, se não quiser!
É também um bom local para conhecer pessoas, pois metade da clientela é formada de solteiros.
• Las Palmas Hotel - www.laspalmas-hotel.com.
Diária para 2 pessoas: US$ 119.

• Canyon Boy's Club - www.canyonclub.com.
Diária para 2 pessoas: US$ 49.

Vida de monge
Em busca de um encontro com você mesmo? Um bom local para isso pode ser a Abadia São Geraldo, em Itapecerica da Serra, a 38 quilômetros de São Paulo. O ambiente é de pura meditação e não existe computador, secador de cabelo
ou aparelho de som por lá. A abadia, mantida pelos monges beneditinos, segue um dia-a-dia de muita oração e disciplina rígida, com horários definidos para acordar (cedíssimo), rezar (direto) e cuidar da horta. Você paga o quanto quiser.

• Abadia São Geraldo - Estrada Mosteiro Nossa Senhora da Paz, 1665,
Itapecerica da Serra, Tel: (11) 4667-1378.

Para lesbians chics
Também existem hotéis onde as mulheres homossexuais se sentem mais à vontade.
É o caso do Pearl's Rainbow, localizado na ilha de Key West, na Flórida, nos Estados Unidos. O hotel conta com todas aquelas fofuras que as mulheres tanto prezam. Para começar, o complexo arquitetônico é formado por cinco charmosas casas históricas que foram restauradas. Mais: tem duas piscinas aquecidas e duas jacuzzis. Os lençóis são de puro algodão e os móveis foram pintados à mão. Outra opção para as moças que gostam de moças é o Queen of Hearts. Fica na badalada Palm Springs, também nos Estados Unidos, mas prima pela tranqüilidade. O hotel possui apenas oito apartamentos, todos eles com vista para as montanhas da Califórnia. Alguns dos mimos que a hóspede encontra por lá: ferro de passar roupa em todos os quartos e roupões de excelente algodão felpudo.
• Pearl's Rainbow - www.pearlsrainbow.com.
Diária: US$ 169, para 2 pessoas.

• Queen of Hearts - www.queenofheartsps.com.
Diária: US$ 115, para 2 pessoas.

Primeiro, as damas
Já imaginou um hotel só para mulheres, com direito a massagem, tratamento de beleza e comidinhas light? Assim é o Lady's First Design Hotel, de Zurique, na Suíça. A idéia deu tão certo que, depois de insistentes pedidos da ala masculina da população, o hotel abriu neste ano as portas para os homens. Mas só uma frestinha. Eles podem ficar apenas nos dois primeiros andares do prédio, do século 19. Os dois últimos pavimentos, incluindo a espetacular cobertura com vista para as montanhas, são só das mulheres.
O spa também é todo delas. Tem banheiras de hidromassagem, saunas, duchas, solarium e uma sala de relaxamento, para pensar na vida ouvindo Mozart e bebericando champanhe. Da cozinha, saem massas leves e pratos que ajudam a afinar a silhueta.
• Lady's First Design Hotel - www.ladysfirst.ch.
Diária: Euro 139, por pessoa, em quarto single.

O amor é lindo!
O amor é lindo, e os casais apaixonados podem encontrar no Desire Resort & Spa Cancún, no México, mais um pouco de inspiração. Afinal, este resort é só para homens e mulheres unidos pelos laços do mais nobre dos sentimentos. Os casais aproveitam a sombra das palmeiras e o mar azul-bebê do Caribe para acender (ou reacender) a tal chama da paixão. Aulas de mergulho e windsurfe, sempre a dois, fazem parte da programação. Nem é necessário dizer que as camas são todas queen ou king size e que a praia, belíssima, é particular. Você também não precisa pôr a mão no bolso enquanto está lá - mais uma garantia de que nada vai interferir entre você e seu amor. O hotel
é all-inclusive, ou seja, a diária inclui todas as despesas, da alimentação às bebidas.
• DESIRE Resort & Spa Cancún
www.cancun-travelnet.com/lifestylesdesire.htm.
Diária para 2 pessoas: US$ 125.

Esse hotel é um barato
O mais famoso hotel para contumazes apreciadores da Cannabis sativa não fica na Jamaica, como seria de supor. Mesmo porque fumar o chamado cânhamo é proibido naquela ilha caribenha. O The Crown fica mesmo em Amsterdã, na Holanda, onde o consumo do produto foi legalizado. O aroma da Cannabis está presente em todos os ambientes do hotel, do lobby aos quartos. Acender um baseado na recepção pode atrair a atenção de um outro hóspede, mas jamais a ira do recepcionista. O próprio staff do hotel, bem jovem, costuma utilizar a erva. Os preços são camaradas e a localização é ótima, bem no centro da cidade. Ah, e o bar, em estilo retrô, oferece um extenso cardápio.
• Hotel The Crown - www.hotelthecrown.com.
Diária: e 40 para 2 pessoas.

Ao mestre com carinho
Sim, é ele mesmo: Alfred Hitchcock, uma das maiores paixões dos ingleses - e dos cineastas franceses. O diretor de filmes consagrados como Um Corpo que Cai e grande homem (em todos os sentidos) do cinema ganhou todas as homenagens do Sir Alfred Hitchcock Hotel, em Londres. Os donos do lugar, grandes admiradores do mestre do suspense, providenciaram também um pub ao lado do hotel, onde você pode tomar uma Guinness enquanto admira centenas de fotos e objetos que pertenceram a Hitchcock. O próprio hotel, que ocupa uma casa vitoriana, mais parece um museu do diretor, com pôsteres dos filmes do cineasta e outras delícias que fazem a felicidade dos fãs.
• Sir Alfred Hitchcock Hotel - Tel: (44-20) 8530 -3724 (o hotel não tem site).
Diária: US$ 130, para 2 pessoas.

Adrenalina em alta
Seu negócio é não ficar parado? Pois saiba que existem hotéis para aficcionados de esportes de aventura. O Falling Waters Adventures Resort, que fica em uma região cortada por vários rios, nas Great Smoky Mountains, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, é um dos mais famosos. O forte por lá
é o rafting, mas também são oferecidas caminhadas por trilhas indígenas
e pedaladas montanha acima. O Hiwassee Outfitters, na Cherokee National Forest, no Tennessee, também nos Estados Unidos, segue o mesmo conceito.
Também temos, no Brasil, um hotel para fãs do esporte. É o Cristalino Lodge, na Amazônia, cujo pacote especial de aventura pode incluir acampamento na floresta, rapel, canyoning e trekking. Haja fôlego!
• Cristalino Lodge - www.cristalinolodge.com.br.
Diária: R$ 180 por pessoa..
• Falling Waters Resort - www.fallingwatersresort.com.
Diária: US$ 62, para 2 pessoas.

• Hiwassee Outfitters - www.hiwasseeoutfitters.com.
Diária: US$ 150 por chalé.
Acordes musicais
Logo na entrada do hotel, o hóspede ganha um CD. Nos quartos, providenciais CD-players deixam qualquer um completamente no ritmo. No House of Blues Hotel, de Chicago, a cidade do blues elétrico, é assim. Do hall de entrada aos apartamentos, tudo faz menção a esse estilo musical. O hotel também é palco de disputados shows. Menos sofisticado, o The Rex Hotel Jazz & Blues Bar, em Toronto, no Canadá, aplica a mesma fórmula. Em seu salão se apresentam em média dezessete grupos musicais por semana. Você não ganha CD, mas tem a garantia de ouvir o melhor da música negra da América do Norte.
• House of Blues Hotel - www.loewshotels.com/hotels/chicago.
Diária: US$ 179 por pessoa.
• The Rex Hotel Jazz & Blues Bar - www.jazzintoronto.com/the rex.
Diária: US$ 100, para 2 pessoas.
Para vestir, o traje de vento
Novidade, eles não são. Mas continuam causando frisson. São os hotéis em que roupa não entra. Em alguns desses lugares é até proibido esconder aquilo que nossos avós chamavam de "partes pudendas". No Brasil, o recém-inaugurado Ocara, a apenas
50 quilômetros de Porto Alegre, é um dos mais bem estruturados do país - embora não fique numa região exatamente quente e apropriada para se vestir aquele traje feito só de vento. No exterior, alguns dos mais conhecidos se encontram na França, Grécia, Caribe, Estados Unidos e Austrália. Uma das estrelas da lista é o imenso resort Hedonism II, em Negril, na Jamaica, que agora tem um irmão, o Hedonism III. Confira:
• Hedonism II e Hedonism III - www.superclubs.com. Em Montego Bay, na Jamaica, dois super-resorts de naturismo. Diária: US$ 125, para 2 pessoas.
• Bélézy en Provence - www.belezy.com. Localizado na França, é um dos mais famosos.
Diária: e 38, para 2 pessoas.
• Vritomartis Hotel - www.naturism-crete.com. Na Ilha de Creta, na Grécia.
Diária: e 42, para 2 pessoas.

• Playa Naturel - www.playanaturel.com. Na Riviera Maya, no México.
Diária: US$ 125, para 2 pessoas.
Ôôôômmmmm
As primeiras horas do dia são dedicadas à meditação. As outras, à elevação espiritual e aos rituais budistas. Assim é a rotina diária do Karmê Chöling Shambhala Buddhist Meditation Center. Fundado em 1970, pelo mestre budista Chöyam Trungpa Rinpoche, o hotel-retiro fica em meio a uma imensa floresta intocada - maior que o Parque Ibirapuera, de São Paulo - no bucólico Estado de Vermont, nos Estados Unidos. Enquanto o espírito se recarrega, o corpo se purifica, graças à alimentação à base de produtos orgânicos da própria horta do Chöling. O preço também é da paz: apenas 30 dólares por pessoa.
• Karmê Chöling Shambhala - www.kcl,shambhala.org.
O silêncio vale férias
Psiu! Na hora de chegar à recepção, muito silêncio. Ele é a alma do negócio. Nos hotéis da rede européia Relais du Silence, só se ouve o canto dos pássaros. As construções ficam em meio à natureza, à paz e ao sossego - e o mais distante possível do barulho. É isso que seus hóspedes querem. Espalhada pelos recantos mais bucólicos da Europa, como o francês Chateau de Pizay (uma propriedade cercada de vinhedos na região do Beaujolais), a rede já conta com mais de 200 unidades em doze países europeus. São casas ou pequenos prédios históricos, feitos sob medida para preservar o silêncio.
• Relais du Silence - www.relais-du-silence.com.
Diária: a partir de US$ 100 (Euro 102,55 no Chateau de Pizay), para 2 pessoas.


Postado por Wagner | 12:32 PM  |


Terça-feira, Março 23, 2004

Postado por Wagner | 9:51 AM  |


A Diferença Entre as Idades da Mulher


Você sabe a diferença entre as mulheres de 7, 17 e 27 anos?

- Uma mulher de 7 anos, você leva pra cama e conta uma história. Uma mulher de 17 anos, você conta uma história e leva pra cama. Uma mulher de 27 anos, você fala: "Vamos pra cama e deixa de história".

Postado por Wagner | 9:49 AM  |




As Frases que Acabam com
Qualquer Relacionamento



Segundo uma importante revista feminina, as mulheres agora estão usando a língua para destruir o seu casamento.

Não é que elas não saibam fazer um boquete... mas são as palavras que saem daquelas boquinhas lânguidas, úmidas e voluptuosas que está preocupando a espécie masculina.
Desde o dia em que se casou, você sabe que falar besteira deixou de ser privilégio da mulher dos outros.

Os conselheiros matrimoniais do Humor Tadela desenvolveu um teste que vai ajudá-lo a descobrir como anda a língua da sua mulher. Assinale as frases que ela costuma dizer e depois confira o resultado com o próximo sorteio da loteria federal.

Ao acordar:
· Quantas vezes você tentou ontem à noite?
· Essa madrugada trovejou ou era você que não parava de peidar ?
· Ontem à noite, eu estava tão cansada que nem vi você gozar!
· Não consigo raciocinar antes do café da manhã. Depois então, piorou!


o banheiro:
· Você reparou como o meu cabelo está ficando cheio... de caspa?
· Você acha que eu engordei ou será que o box encolheu?
· Foi você que deixou o sabonete cheio de pelo de saco ?
· Tá cagando prego?


cozinha:
· Vê se não come mais repolho, senão depois eu é que tenho de te agüentar .
· Você está com algum dente podre ou comeu alho?
· Pode comer o caracol que ele está limpinho. Eu lavei bem o alface!
· Você prefere os ovos duros ou igual ao seu cacete?
· O bife ficou muito duro! Acho que daria um bom amante!
· Vê se come todos os ovos de codorna que eu hoje estou com tesão.


cama:
· Não precisa apagar a luz, eu fecho os olhos!
· Você não quer me pegar um copo d'água? Não consigo gozar com a garganta seca!
· Olha, ele encolheu! Acho que você está broxando...
· Porque a cabeça dele é tão vermelha?
· O tamanho não importa, desde que seja grande!
· Eu não ligo que o seu pinto é pequeno , se pelo menos ele levantasse...
· Vamos dormir, ou você quer tentar a última vez?


Resultado:

1 - Calcule a pontuação, de acordo com a cor do marcador das frases escolhidas. A vermelha vale um ponto, a azul vale dois, a verde três, a laranja quatro, a cor-de-rosa quinze e a prateada tem valor absoluto (algo como o Rei num jogo de xadrez).

2 - Some os pontos e depois multiplique o resultado pelo quadrado do logaritimo do seno da tangente da quantidade de meses que você e sua esposa estão casados e divida pela soma da subtração do inteiro anterior mais próximo da idade de sua sogra.

3 - Pegue o resto, dobre e enfie no cu!"

Postado por Wagner | 9:48 AM  |


Sexo duas vezes por semana



Régis – É normal que minha namorada venha a fazer sexo comigo uma ou duas vezes por semana, de preferência no final de semana? Às vezes acho que sou ruim de cama ou não estou motivando-a, mas ela diz que eu lhe dou muito prazer e tesão. Qual a solução para realmente saber se estou ou não dando prazer a ela?

Laura Müller – Bater um papo é sempre uma boa opção para a gente tirar uma dúvida ou outra, chegar a acordos, expor o que está pensando ou sentindo, entre outras coisas. E isso não vale só para assuntos extra-cama: vale também para o sexo.

Aliás, eu sempre digo nas nossas colunas que diálogo é algo importantíssimo para o prazer, mas muitos casais não se dão conta disso. É importante a gente contar para o outro o que gosta mais ou não, quais são os desejos etc.

Quanto a fazer sexo uma ou duas vezes por semana, isso é perfeitamente normal, assim como transar menos ou mais do que isso também é. Ou seja: não há uma regra. A freqüência ideal é aquela que satisfaça a vocês dois.

Grande parte das pessoas deixa o sexo para o final de semana mesmo. Isso ocorre por uma série de fatores: sábado e domingo são os dias em que estão mais despreocupadas, relaxadas e com mais tempo para saborear os prazeres, entre outros.

Entretanto, nada impede que vocês transem durante a semana também. É só experimentar, não é verdade? Mas experimentem também bater aquele papo que eu falei logo no começo. Essa conversa pode ser muito interessante, reveladora e afrodisíaca.

Postado por Wagner | 9:46 AM  |


Mas afinal, o que é fidelidade?




Por Letícia Zioni Gomes

Fidelidade num namoro pode parecer uma coisa bem óbvia: a regra básica é que nenhum dos dois pode ficar com uma terceira pessoa. Mas será que hoje em dia esse conceito é assim levado à risca? Sem dividir as coisas entre certas e erradas, a questão é que a vida e os relacionamentos tornaram-se ainda mais complexos. Porque hoje você namora virtualmente; beija na boca sem estar apaixonada; divide casinhos entre amigas. São tantas as possibilidades de envolvimento, e a forma com que você lida com isso, que a tal obviedade falada lá em cima se perde, e sobra a pergunta: mas o que é fidelidade?

A estudante paulistana Clarissa Gurjão, de 17 anos, namorava o Serginho, seu vizinho, e também o Adauto, um carioca que conheceu pela internet e que nunca chegou a ver pessoalmente. Se os dois sabiam da existência um do outro? “Sim, lógico. Não pretendia me encontrar com o Adauto, então o Serginho ficava numa boa”. Sobre o porquê dela namorar dois ao mesmo tempo, Clarissa diz: “o Adauto é um poeta, supersentimental, a gente trocava mensagens lindas. Já o Sé é do tipo engraçado, esportista, lindo fisicamente”.

Resumo da ópera: o que faltava em um namorado, Clarissa encontrava no outro. Para a psicóloga Joyce Mello, muita gente trai em busca de um aspecto que falta em sua relação. Tipo o menino que trai sua namorada porque ela não quer transar, ou a menina que fica com um rapaz só porque seu namorado não é carinhoso o suficiente.

Se é de comum acordo, quem pode julgar as escolhas do trio? Será que estando todos conscientes e topando, esse caso caracteriza infidelidade? Certamente não. Mas quando a coisa não é clara como no caso de Clarissa, voltamos a uma questão óbvia, e dessa vez sem direito a casos de exceção: não, não é legal suprir a falta de afeto ou qualquer outra coisa traindo seu companheiro. Nenhuma relação é perfeita, se algo lhe faz falta, ou você resolve conversando, ou acaba o namoro, não?

“Quando pensei em trair meu namorado, percebi que alguma coisa estava errada no meu relacionamento”, conta a estudante Mariana Alberto de Mello, 20 anos. Para a psicóloga Joyce Mello, “a traição tem um papel importante dentro de um relacionamento. Faz as pessoas pararem e pensarem sobre o que está acontecendo. E aí vão tomar consciência de muitas coisas”.

O músico F.B, de 27 anos, namora uma menina que é bissexual O relacionamento é supersério, eles praticamente moram juntos e se dizem fiéis um ao outro. Só que a namorada de F.B já beijou “umas duas” meninas desde que eles começaram o romance. Na opinião do músico, ela ficar com meninas não caracteriza uma traição “porque isso não chega a ser uma concorrência”. “Sei que não vou perdê-la para outra menina”, confia ele.

Fetiches à parte, o músico se baseia num trato feito com a namorada. “Ela me explicou que acha divertido beijar, mas que não tem a intenção de namorar uma menina. Diz que gosta mesmo é de se relacionar com homens”, conta. Segundo a psicóloga, “traição não é apenas quando um terceiro elemento entra no relacionamento, mas quando determinadas atitudes que partem do outro são interpretadas como uma ameaça”. É por isso que F.B fica confortável nessa situação: ele não se sente ameaçado.

O namorado, “extremamente ciumento” de Marília, de 25 anos, pediu para que ela parasse de se comunicar com o ex. Ela concordou “já sabendo que não acataria de jeito nenhum o pedido”. A história de Marília pode ser considerada uma traição? A resposta é ‘não’, se tomarmos por base os mandamentos da sociedade, mas ‘sim’ se pensarmos que ela não está sendo fiel a um acordo que fez com o namorado.

São justamente esses acordos que une os casos de Clarissa, F.B e Marília. Cada relacionamento, a seu modo, é sustentado por um combinado prévio. Graças aos entendimentos entre os envolvidos que a fidelidade é hoje um conceito relativo, que se desdobra conforme os valores e os desejos do casal.

Uma boa maneira de lidar com a fidelidade num relacionamento é discutir francamente com seu namorado ou pretendente sobre o que ela significa para vocês. Estipulada as regras, tudo fica mais fácil.


Agradecimentos:
Psicóloga Joyce Mello (joymello@ig.com.br)

Postado por Wagner | 9:45 AM  |


Alemães transam só 120 vezes por ano



Um estudo sobre a vida sexual dos alemães... Peraí, será que dá pra confiar em um estudo sobre vida sexual? Nada contra os alemães, pelo contrário. Mas sejamos francos: será que as pessoas respondem a essas perguntas com sinceridade? Ou será que são "quase sinceros" (uma maneira lírica de dizer "mentirosos")?

Bom, enfim. Vamos partir do ponto que os entrevistados não eram cascateiros. Então, segundo o estudo divulgado nesta segunda-feira, os alemães transam 120 vezes por ano, em média - aproximadamente uma noite ativa e duas de descanso.

Mais de 10 mil pessoas participaram da pesquisa, realizada pela fabricante de preservativos Durex, para a elaboração de um relatório sobre os hábitos sexuais dos alemães.

Do total de entrevistados, 36% das mulheres e 30% dos homens confessaram ter sido infiéis, um percentual que aumentou para 50% entre indivíduos com 35 anos. Ou seja: vai chegando a idade do lobo e...

Além disso, um terço dos entrevistados disse estar insatisfeito com sua vida amorosa, alegando falta de espontaneidade ou desejo de experimentar coisas novas.

O que o editor do UOL Tablóide tem a dizer sobre a vida sexual destes que praticam 120 vezes por ano? Tsc, tsc... Fraquinhos!!!

O que você achou desta notícia? Comente no blog do editor do UOL Tablóide!

Postado por Wagner | 9:44 AM  |


Pirataria não deixa País criar 1,5 milhão de empregos/ano



Rio de Janeiro - O Brasil perde R$ 29,8 bilhões em receita tributária a cada ano e deixa de criar 1,5 milhão de empregos/ano por causa da pirataria, segundo dados apresentados hoje pelo presidente do Instituto Internacional de Propriedade Intelectual (IIPI), Bruce Lehman. Em palestra em seminário sobre propriedade intelectual e pirataria, realizado hoje no Rio pelo Consulado dos Estados Unidos, Lehman apresentou dados que revelaram também, especificamente sobre CDs piratas, que 9,5% da pirataria na área musical em todo o mundo ocorre no Brasil. Além disso, segundo ele, se 5% do mercado de CDs era pirateado no Brasil em 1997, em 2002 os CDs piratas já correspondiam a 53% do mercado.

Outros dados estatísticos globais sobre a pirataria no Brasil apresentados por Lehman apontam que 15% do mercado de DVD são piratas; 35% do mercado de CD musical; 90% do mercado de software de entretenimento e 58% dos softwares de negócios. "Se o Brasil não reconhecer a importância do direito da propriedade intelectual, o País será impedido de realizar o seu potencial de se tornar uma das grandes economias do mundo", disse Lehman.

O superintendente da Receita Federal no Rio, César Augusto Barbiero, que também participou do seminário, disse que não há estatísticas oficiais sobre a pirataria no Brasil, mas disse que os números apresentados por Lehman "não parecem absurdos, talvez seja daí para mais".

Segundo ele, a Receita está atacando o problema no combate direto à importação de tecnologia para pirataria, como CDs e eletroeletrônicos e, ainda, na conscientização dos consumidores, nesse caso em parceria com o Ministério da Educação.

O presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), Gustavo Leonardos, disse que a impunidade favorece o crescimento da pirataria no Brasil. Segundo ele, apesar de existir punição prevista em lei para a ação de pirataria, com pena de dois a quatro anos de reclusão por violação de direito autoral, "por esse crime ninguém vai para a cadeia".

Leonardos disse que a perda de R$ 29,8 bilhões em receita tributária a cada ano por causa da pirataria, é reconhecida pelo próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas o diretor da Delegacia de Repressão a Entorpecentes no Rio, Antonio Carlos Cardoso Rayol, disse que as prisões não acontecem por pirataria porque, para esse crime, a lei é "muito branda" e os quatro anos previstos de reclusão podem ser substituídos por penas alternativas.

Para ele, o crescimento da pirataria no Brasil está vinculado ao problema social. "As pessoas são bombardeadas todo o tempo pela publicidade mas não podem ter o produto original, por isso é tão difícil combater a pirataria no País", disse. Para ele, combater a pirataria sem levar em conta essa motivação sócio-econômica "é como enxugar gelo".

Bruce Lehman, por outro lado, defende que o Brasil precisa de "leis mais fortes" para combater o problema e que os órgãos institucionais estejam mais aparelhados para esse fim. "É preciso leis e ações policiais, mas também organizações governamentais responsáveis pelo combate à pirataria. É preciso fortalecer esses órgãos com mais recursos e pessoal", afirmou.

Postado por Wagner | 9:42 AM  |


Igreja Metodista admite pastora lésbica




Um júri composto por 13 pastores da Igreja Metodista Unida decidiu autorizar neste sábado, 20/3, uma pastora lésbica a manter o cargo de responsável pela paróquia de Bothell, no estado de Washington.

Karen Dammann foi considerada inocente da acusação de “práticas incompatíveis dos ensinamentos cristãs” pelo júri pastoral por 11 votos a favor, nenhum contra e duas abstenções.

“ A Igreja não apresentou provas suficientes, claras e convincentes para sustentar a acusação” declarou a porta-voz do júri pastora Karla Fredericksen.

Dammann, 47, casou-se recentemente com sua companheira Meredith Savage, com quem vive há nove anos, em Portland, uma das cinco cidades nos EUA que emitiu certidões de casamento para casais homossexuais. Ela corria o risco de ser expulsa da Igreja caso fosse considerada culpada.

Postado por Wagner | 9:41 AM  |


Exposição e CD realimentam o mito em torno de Renato Russo

Vai começar tudo outra vez. O culto a Renato Russo (1960-96) volta a ganhar corpo, à custa de mais um lançamento da Legião Urbana e de uma grande exposição em Brasília, terra natal da banda do artista que completaria 44 anos no próximo sábado.

O disco, sexto produto póstumo com a assinatura de Renato Russo, recupera um show da banda no Parque Antarctica, em São Paulo, na turnê do disco "As Quatro Estações" (89). Sai no final deste mês, pela gravadora EMI.

A mostra, que será aberta no próximo dia 5, faz um inventário da vida de Renato por meio de manuscritos, fotos de família, vídeos caseiros etc. Uma das curadoras é Carmem Teresa Manfredini, 41, irmã do artista. A outra é Renata Azambuja, 39, artista plástica e professora da Universidade de Brasília, que diz nortear seu trabalho numa tentativa de relativizar o mito em torno de Russo. "Minha linha é não trabalhar com o mito, eu me distancio disso."

Carmem, que gerencia o patrimônio do irmão a partir da morte do pai de ambos, neste mês, também busca o afastamento. "Já pensei muito sobre isso, nossa família nunca foi de mitificar o Renato. Fomos sempre modestos, para nós ele era só o Júnior."

Ela relembra a morte de Renato, há oito anos, em decorrência da Aids. "Eu e meus pais pensamos, juntos: 'Daqui a um ano ele vai estar esquecido'. Para nossa surpresa, o mito aumentou, duplicou. Acho que as pessoas elegem e criam seus mitos. Mas não queremos mitificá-lo na exposição."

O mito não pára de crescer, entretanto, até adquirindo contornos necrófilos em certas ocasiões. A família aprovou, por exemplo, o lançamento de "Renato Russo Presente" (2003), que acolhia material não concluído e de baixa qualidade técnica. "O próprio Renato falava que gostava de coisas meio piratas, toscas de outros artistas. Não pensamos no aspecto financeiro, mas na continuidade da obra", defende Carmem.

Ela diz, mesmo assim, que a vigilância da família é constante. "A primeira coisa que perguntei quando recebi a correspondência da EMI falando do projeto para o novo disco foi qual era o propósito. Defendi que mantivessem as falas do Renato no show, se cortassem, não teria originalidade."

Os ex-colegas de banda Dado Villa-Lobos, 39, e Marcelo Bonfá, 39, defendem o lançamento de "As Quatro Estações ao Vivo".

"É bem verdade que poderíamos não ter autorizado esse lançamento da EMI, o que não foi o caso", diz Bonfá. "Na minha opinião, todos os trabalhos da Legião Urbana que ainda não foram mostrados ao público podem e devem ser lançados, depois, é claro, que tiverem sido analisados por mim e pelo Dado." Para Villa-Lobos, "a idéia de lançamento desse disco veio da EMI e foi bem recebida como uma boa idéia, de conteúdo e valor histórico".

"Enquanto essa relação continuar assim, vamos lá. Caso contrário, eles sabem como nos comportávamos quando contrariados. Na época pichávamos as dependências da gravadora. Agora, em fase adulta, a gente chama os nossos 50 advogados", completa.

Dado, que faz questão de ressaltar que não tem nada a ver com a mostra de Brasília, não dispensa certo tom crítico em relação ao material que não passa por sua autorização. "Jamais enquanto artista e membro fundador do conjunto eu permitiria o canibalismo predatório do repertório da Legião, o que acho que não valeu para o repertório do Renato. Dois discos mais sobra viraram uns oito discos diferentes", exagera.

Mesmo que exageros e abusos assediem todos os lados da história, as curadoras da mostra tentam avançar na compreensão do mito. Diz sua irmã: "Renato sempre foi muito honesto com a mídia e consigo mesmo. Ele era gay, pansexual, era alcoólatra, dependente químico, mas declarava tudo isso, ele mesmo. E havia também toda a parte espiritual dele, de dizer 'Deus é meu guia' e tal".

Renata Azambuja adiciona outros ingredientes sedutores para o público: melancolia e culpa. "Renato era muito 'blue'. Tentou se matar, cortou os pulsos e escrevia sobre isso", afirma. "Tinha uma culpa, que acho que era cristã."

Renata evidencia o que pode ser um dos destaques da mostra, o material manuscrito em que o Renato Russo adolescente sonhava-planejava sua futura banda.

"Ele listava todas as supostas turnês do grupo, fazia a árvore genalógica das formações, criava notícias de jornal do tipo 'por que Jeff Beck saiu da banda'."

Renato Russo já sabia do mito, muito antes de ele existir?

Postado por Wagner | 9:40 AM  |


Segunda-feira, Março 22, 2004
O pagodão do Pagodinho
O cantor tenta explicar por que rompeu com
a Schincariol e virou garoto-propaganda da
Brahma. Morô?


"Para mim, o que existe é a ética de Xerém. Lá, o que eu falo vale mais do que qualquer papel escrito"




O cantor Zeca Pagodinho tornou-se protagonista de uma das brigas mais pitorescas que o mercado publicitário brasileiro já viu. Contratado em setembro de 2003 para ser garoto-propaganda da cerveja Nova Schin, da Schincariol, ele rompeu o contrato antes de seu vencimento, para estrelar o anúncio de uma marca concorrente, a Brahma – cerveja que ele afirma ser a sua preferida de verdade. Para aumentar a confusão, a Nova Schin, no comercial da Brahma, é citada indiretamente como "um amor de verão" passageiro. Furiosa com a atitude de Zeca, a Schincariol revidou. Criou um novo comercial em que o cantor é chamado de "traíra" (traidor) e prometeu dar entrada numa ação judicial de perdas e danos com pedido de indenização milionária. Aos 44 anos, Zeca Pagodinho é o mais bem-sucedido sambista do país, com vendagens que superam os 12 milhões de cópias de discos. O CD Acústico MTV, lançado no fim do ano passado, vendeu 400 000 unidades, o que o torna um dos grandes sucessos do mercado fonográfico nacional na atualidade. Zeca Pagodinho tem raízes em Xerém, na Baixada Fluminense, onde mantém um sítio e projetos sociais. Mas hoje ele mora numa cobertura localizada na Barra da Tijuca, que comprou toda decorada, acrescentando-lhe apenas certos toques pessoais – como uma grande estátua de São Jorge, o seu santo protetor. Nesta entrevista a VEJA, Zeca Pagodinho afirma que assinou sem ler o contrato com a Schincariol – contrato que conteria obrigações que ele nunca quis assumir.

Veja – Por que, depois de assinar um contrato publicitário com a Schincariol, o senhor mudou para a Brahma?
Zeca Pagodinho – Você fuma? Bem, eu fumo um tipo de cigarro. Se acabar o maço de cigarros e só tiver outra marca para comprar, eu não compro. É a mesma coisa com cerveja. O que aconteceu é que me pediram para experimentar uma nova marca. E eu experimentei, às custas de um trem de gente me convencendo e um garçom me dando bronca na gravação do comercial. Mas foi só isso. Eu não mudei. Em nenhum momento eu disse que passaria a beber Schin ou que era a minha cerveja favorita. E quer saber? Até naquele comercial eu bebi Brahma.

Veja – O senhor não considera errado romper um contrato dessa maneira?
Zeca Pagodinho –
Olha, também me prometeram bocalmente um monte de coisas que não cumpriram. Desde o início da negociação as pessoas sabiam que eu não bebo outra cerveja que não seja Brahma. Esse menino, o (Eduardo) Fischer, o publicitário da Schin, foi na minha casa e viu que eu só bebo Brahma. Então disse, na frente da minha mulher, dos meus filhos e dos meus amigos: "É só você experimentar". Palavras dele. É claro que isso não está no contrato. Mas, de onde eu venho, a palavra de um homem vale muito mais do que um papel assinado, morô? É por causa disso que eu não saio do subúrbio e do Xerém. Porque, de onde eu venho, se você disser "amanhã eu vou", então amanhã você vai mesmo. Só depois vi que estava completamente amarrado com a Schin. Não era esse o combinado. Aquele menino, o Fischer, me garantiu que eu iria levar a minha vida normal depois de filmar o comercial da Schin. Mas quando eu fui ler o contrato estava escrito que eu não poderia participar de festas da Brahma ou de outra concorrente.

Veja – O senhor quer dizer que assinou o contrato sem ler?
Zeca Pagodinho –
Assinei. Assinei como se você chegasse agora para mim e dissesse: "Zeca, vamos fazer uma parada amanhã? Só que você terá de assinar um contrato assim e assado". Eu faria sem titubear. Porque eu venho de um lugar de homem, lugar de gente que tem palavra.

Veja – Quando o senhor começou a reparar nas restrições impostas pelo contrato?
Zeca Pagodinho –
Em fevereiro eu me apresentei no Credicard Hall, em São Paulo. Eu estava rouco e doido para tomar uma Brahma. Me controlei e tomei apenas um copo de vinho. Quando vi que o show estava fluindo legal, eu disse: "Daqui a pouco eu vou tomar uma Brahma". Eu queria dizer que ia tomar uma cerveja. Porque, em Xerém, Brahma é sinônimo de cerveja. Poxa, eu tinha até um tio que mandava comprar umas Brahmas da Skol, morô? Foi então que uma pessoa ligada à Schin foi ao camarim e disse que havia uma cláusula no contrato me proibindo de mencionar outras marcas de cerveja. No Carnaval eu também fui muito pressionado para ir ao camarote da Schin. Diziam que eu tinha de ir, porque estava no contrato. Aí tem a seguinte história: no documento lá, estava escrito que em qualquer aparição pública que eu fosse fazer teria um cara ao meu lado para me servir Schin. Esse cara nunca apareceu. Durante o Carnaval, eu procurei esse rapaz da meia-noite às 3 da manhã. Fiquei rodando pelo Porcão, pelos camarotes do Sambódromo atrás do cara e atravessei até o desfile de uma escola de samba – e olha que eu acho o maior desrespeito passar no meio da escola. O cara me deu a maior canseira. Eles tinham uma ratoeira armada para mim. Eu estava algemado. Não podia nem urinar outra coisa. Me senti traído.

Veja – O senhor está ciente de que quebrar um contrato acarreta conseqüências legais?
Zeca Pagodinho –
Posso perder na Justiça, mas não perco na palavra.

Veja – E se o senhor tiver de pagar uma multa pesada pelo seu ato?
Zeca Pagodinho –
Se tiver de pagar, a gente paga. O pessoal da Brahma garantiu que irá arcar com todas as despesas que eu tiver nesse processo.

Veja – Essa promessa da Brahma está no contrato ou foi feita apenas verbalmente?
Zeca Pagodinho –
Está no contrato. E esse eu fiz questão de ler direitinho.

Veja – O senhor afirma que entrou nessa confusão toda ingenuamente?
Zeca Pagodinho –
O complicado foi ter sido honesto e decente. Por isso eu me dei mal. Os caras me infernizaram dia e noite. Ligavam para a minha casa, pediam para os meus amigos para eu topar fazer o anúncio. Diziam que bastava experimentar. Os caras me encheram tanto que eu topei. Nem verifiquei preço de mercado, cobrei pouco.

Veja – A Nova Schin pagou 1 milhão de reais ao senhor. Isso é pouco?
Zeca Pagodinho –
Um milhão? Então eu tenho de buscar mais uns 700 contos. Me deram uma graninha e ainda tive de pagar comissão do empresário, imposto de renda... Fiquei só com 300 000 reais.

Veja – Circula a notícia de que o senhor vai embolsar um total de 9 milhões de reais pela campanha da Brahma? É isso mesmo?
Zeca Pagodinho –
Essa quantia não tem nada a ver, morô? Vou receber menos do que estão falando. Olha, dinheiro é uma praga. Eu era mais feliz quando era pobre. Acho bom pelos meus filhos, que têm oportunidade de aproveitar melhor a vida graças ao que eu ganho. Eles têm o Danoninho deles, uma escola melhor. Mas não faço as coisas por dinheiro. Quer um exemplo? Anos atrás eu fiz show para uma marca de refrigerante que também vende cerveja. Eles me pediram para eu aparecer na foto com uma cerveja deles na mão. Neguei na hora. Disse que o meu cachê era para fazer show, não propaganda de cerveja. Eles nunca mais me chamaram.

Veja – Se o senhor gosta tanto da Brahma, por que nunca havia feito comercial para essa marca?
Zeca Pagodinho –
Esse rapaz, o (Eduardo) Fischer, era da Brahma. A minha gravadora vivia sugerindo que ele fizesse um comercial comigo e ele dizia que a Brahma tinha de ter uma certa postura. Como se eu fosse um vagabundo e um bebum. Aí ele foi para a Schin e está fazendo essas coisas para me atormentar.

Veja – Pediram que o senhor experimentasse a Nova Schin. O senhor experimentou e fez o sinal de positivo num comercial. Isso indica que a cerveja foi aprovada, certo? Ou isso também foi fingimento?
Zeca Pagodinho –
A cerveja é até boazinha.

Veja – É verdade que a Schincariol lhe perguntou se o senhor estava negociando um contrato com a Brahma e o senhor negou?
Zeca Pagodinho –
Fechei com a Brahma apenas quando eu me senti traído. Ao traidor, a traição. Por mim, eu não teria feito comercial para nenhuma das duas. Estava cheio de parar no sinal e ouvir das pessoas: "E aí, Zeca, mudou mesmo para a Schin?" Dava vontade de dizer: "Mudei. Por quê, vai me dar o que eu ganhei para eu voltar atrás?" Quando estou duro ninguém vem me perguntar se o IPTU está atrasado.

Veja – O que é ética para o senhor?
Zeca Pagodinho –
Para mim, o que existe é a ética de Xerém. Em Xerém, eu deixo o cheque em branco com o dono do boteco e ele nunca me rouba. Em Xerém, o que eu falo vale mais do que qualquer papel escrito. Agora, a lógica do pessoal da Schin é a seguinte: eles vêm na minha casa, falam na minha cara que eu tenho apenas de experimentar a cerveja deles e depois me aparecem com um monte de coisas escritas no contrato. E, para responder ao comercial que fiz para a Brahma, eles fazem um comercial me chamando de traíra. Se for optar por essa ética e a de Xerém, eu fico com a de Xerém, que nunca me deu problema, morô?

Veja – O senhor concorda com a letra do samba da Brahma, que diz que sua experiência com a Schincariol foi um "amor de verão"?
Zeca Pagodinho –
Sim. A letra do Nizan Guanaes era muito mais agressiva do que a que eu cantei. Pedi para mudar umas partes da letra porque não queria ofender o pessoal da Nova Schin. Quer saber? Se eu soubesse que eles iriam me chamar de traíra, como fizeram depois que a propaganda foi ao ar, deixava todos os xingamentos e ainda colocava outros da minha parte. Botava para quebrar.

Veja – O senhor nunca traiu ninguém?
Zeca Pagodinho –
Fui traíra apenas comigo mesmo. Toda vez que digo que não vou mais beber cerveja ou quando prometo que não irei sair – e saio – estou traindo e prejudicando a minha pessoa.

Veja – Desde quando o senhor bebe cerveja?
Zeca Pagodinho –
Desde os 16 anos. Quando eu era pequeno, meu tio pedia para comprar cerveja no boteco e deixava eu beber a espuma.

Veja – Seus filhos bebem como o senhor?
Zeca Pagodinho –
Não bebem e muito menos fumam. Às vezes eu brinco como o meu menor, falo para ele dar um tapa na cerveja. Sem chance. O mais velho é a mesma coisa. Quando eu vou para Campos do Jordão, tenho de implorar para ele tomar um cálice de vinho comigo. Eles são muito estudiosos. Tiram de 8,5 para cima. E eu estou sempre cobrando um bom desempenho deles.

Veja – O senhor pretende estrelar outra campanha publicitária?
Zeca Pagodinho –
Por mim, não faria. Mas eu carrego uma legião de pessoas que dependem de mim. Se ganho um, dez ou vinte, uma parte vai para as entidades que eu mantenho. Tenho uma escola de música, ajudo as pessoas, sustento a minha família. Por mim, se eu tivesse a minha cerveja gelada não ligaria para mais nada. Não sei andar de lancha nem de carrão. Para que eu correria atrás de mais dinheiro?

Veja – O senhor não acha que perdeu a credibilidade com esse episódio?
Zeca Pagodinho –
Claro que não. Aquele que só lê jornal e não me conhece pode até achar que eu sou traíra. Mas eu ando no mundo. Eu não vivo de notinha de jornal e de revista. Eu sou um homem de palavra.

Veja – O senhor se encontrou recentemente com o presidente Lula. Sobre o que conversaram?
Zeca Pagodinho –
Lula me convidou para ir a Brasília para vermos juntos o meu último DVD, Acústico MTV. Eu não entrei em papo de política porque não entendo nada disso. Bebemos cerveja e conversamos sobre samba e cachaça.

Veja – O senhor se encontra regularmente com o presidente?
Zeca Pagodinho –
A gente não tem tempo para isso. No máximo, trocamos algumas idéias pelo telefone. Eu tenho minha vida, meus shows e meus projetos sociais para tocar. O Lula tem de governar. Ele não costuma ir aos meus shows, e acho bom para ele. Porque se virem o presidente no show vão dizer que ele deixou de governar o país para se esbaldar no pagode.

Veja – O seu voto em Lula foi convicto ou foi na base do "experimenta"?
Zeca Pagodinho –
Sempre votei no Lula. Na minha opinião, estava mais do que na hora de o povo tomar conta do país.

Postado por Wagner | 12:09 PM  |




Brasil é líder mundial em reciclagem de latas pela terceira vez consecutiva


Cerca de 90% das latas de alumínio vendidas no ano passado foram recicladas. Esse índice deu ao Brasil o título de líder mundial em reciclagem de latas pela terceira vez consecutiva. A liderança brasileira foi constatada por pesquisa feita pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas (Abralatas) e pela Associação Brasileira de Alumínio (Abal).

A reciclagem de latinhas, além de gerar 160 mil empregos diretos e indiretos, ainda contribui para a preservação do meio ambiente. Em 2003, mais de 8 bilhões de latinhas foram reaproveitadas, o que significa uma economia de 500 mil toneladas de bauxita, a matéria-prima da lata. (Fonte: Agência Brasil)
Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas (Abralatas), Paulo Camilo, o crescimento da indústria de reciclagem é importante porque tira o catador das ruas e incentiva a criação de associações de reciclagem.

Camilo explicou ainda, - que as pessoas que fazem esse serviço saem da condição de catador individual e começam a trabalhar em pequenas cooperativas, o que garante uma renda maior. Além de gerar emprego, a reciclagem significa economia de energia elétrica. Para reaproveitar uma latinha o gasto de energia é menor do que para fazer uma nova. Ano passado, a economia gerada com a reciclagem foi equivalente a toda a energia do estado do Pará.

Postado por Wagner | 12:08 PM  |


São Michael


Um rei como Michael Jackson já nasce com seus dias contados. Entenda como a indústria da música enterra seus ídolos

Por Bárbara Soalheiro e Ivan Finotti

Na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros até que Michael Jackson se viu sozinho no palco. Ele começou a cantar "Billie Jean", sucesso do álbum que havia lançado seis meses antes. De repente, Jackson parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou... deslizando de costas. A cena, que ficou gravada para a posteridade, é impressionante: são 3 mil queixos caídos.

Naquela noite, mais do que mostrar pela primeira vez o passo que batizou como moonwalk (algo como "andando na Lua"), Michael Jackson foi dormir consagrado como nada menos que o Rei do Pop. "Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson", cravou a prestigiada revista americana Rolling Stone. "Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à seqüência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais", compara o jornalista britânico Nick Bishop em Freak ("Esquisito", inédito no Brasil), uma das várias biografias não autorizadas do cantor. Pois depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo. "Kelly veio à minha casa. Depois, ensinei o passo a Astaire", conta o astro em sua autobiografia, não por acaso chamada Moonwalk (1988).

Hoje é seguro dizer: 16 de maio de 1983 foi a primeira noite do resto da vida de Michael Jackson. A partir daquele momento, ele nunca mais seria esquecido (mas também não poderia andar sozinho nas ruas), nunca mais deixaria de realizar seus sonhos (mas também passaria a ser ridicularizado por cada um deles), nunca mais deixaria de ser adulado pelos fãs (mas também teria passaporte vip para as manchetes sensacionalistas de todo o mundo). Nunca mais, enfim, teria vida normal. E por isso acabaria se refugiando no único lugar onde poderia ser ele mesmo: a Terra do Nunca, nome em português do rancho Neverland.

Aquela noite é também o ponto de partida para contarmos a história do pop no mundo de hoje: o mundo em que a imagem vale mais do que dezenas de boas músicas. "O termo pop, como o conhecemos hoje, se refere basicamente àquilo que agrada aos jovens e que tem popularidade, ou seja, que gera dinheiro", disse à Super Ray Browne, teórico de cultura americana que cunhou o termo "cultura pop" há 40 anos. E, já que se falou em dinheiro, nenhum outro artista das últimas décadas gerou tanto quanto Michael Jackson. Estima-se que ele tenha faturado algo em torno de 1 bilhão de dólares em sua carreira, tendo se tornado o artista mais rico do planeta durante vários anos. Com 50 milhões de cópias vendidas no mundo, Thriller é o disco mais vendido de todos os tempos segundo o livro Guinness dos recordes.

O menino nascido em Gary, no estado americano de Indiana, cresceu numa família pobre, tornou-se um astro ainda criança e foi o primeiro negro (ou ex-negro, como queira) a ser considerado o maior artista de sua época. Michael reúne, em sua trajetória única, várias das características que tornam astros figuras sobre-humanas. Mas o que realmente faz com que Michael Jackson seja o exemplo mais bem acabado do ídolo pop atual é, ironicamente, sua queda espetacular: algemado numa delegacia e acusado de embriagar garotos para obter sexo.

Um rei do pop, seja ele quem for, já nasce com seus dias contados. Um rei do pop passa por fases: ele é construído, é idolatrado, torna-se um excêntrico, depois um megalômano e, finalmente, é destruído. São essas cinco etapas que vão mostrar, nas páginas a seguir, como um rei não passa de um mero peão no jogo do mundo pop.

CONSTRUÇÃO

Falar sobre a construção de Michael Jackson não significa dizer que ele seja um artista fabricado. Há casos de sucesso assim, como Britney Spears ou Christina Aguilera. Michael não. "Britney é uma criação da indústria desde o início. Ela não tem nenhum talento especial como cantora ou dançarina. Já Michael teve um começo brilhante", afirma Larry LeBlanc, editor da Billboard, revista especializada na indústria musical americana. Da mesma forma que LeBlanc, nenhum entre as duas dezenas de especialistas ouvidos nesta reportagem hesita em dizer que Michael Jackson é um dos artistas mais talentosos que a música pop já viu.

A construção de um artista, portanto, é a parte mais positiva de sua carreira: mostra como ele direciona o talento para compor uma obra criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante.

Jackson começou a cantar aos 5 anos de idade, liderando a banda familiar Jackson 5. Gravou uma série de sucessos que, se não eram exatamente inovadores, atendiam perfeitamente à demanda de consumo. Músicas como "Got to Be There", "Ben" e "ABC" grudam como chiclete e podem ser ouvidas até hoje nas rádios de flashbacks. Entre esse "pequeno Michael" – como era chamado pelas fãs da época – e o Rei do Pop de 1983 há grandes diferenças. E uma delas é o tino comercial. "No começo de sua carreira solo, Michael entregou a biografia do marqueteiro P.T. Barnum a seu agente e disse: ‘Esta será a nossa bíblia. Quero que minha carreira seja o maior show da Terra’", revelou Bishop em Freak (para saber mais sobre Barnum, leia a seção Quem Foi?, à página 33 desta edição).

Esse segundo Michael Jackson, aquele que provavelmente será lembrado daqui a 100 anos, começou a ser construído em 1979. Foi nesse ano que ele gravou o disco Off the Wall, que, graças a hits como "Don’t Stop till You Get Enough", vendeu 10 milhões de cópias. E sinalizou que, sozinho, ele poderia ser maior que sua família inteira. Além da vendagem, Jackson faturou o Grammy de melhor cantor de rhythm and blues. Achou pouco. "Ele jurou que seu próximo disco faria com que todos reconhecessem sua genialidade", registrou a revista Rolling Stone.

E Michael cumpriu a promessa. Thriller, lançado em 1º de dezembro de 1982, é um marco na história da música: além de ouvida e dançada, ela podia ser vista. Pense num sucesso de Michael Jackson daquele disco: "Billie Jean", "Beat It" e principalmente a música título, "Thriller". É quase impossível não se lembrar imediatamente dos clipes que as acompanharam. Isso em qualquer lugar do mundo. "O videoclipe criou um artista universal", diz LeBlanc. De alguma forma, aos 25 anos, Jackson captou a profunda mudança que aconteceria na divulgação da cultura pop. E se antecipou a ela.

Quando Thriller foi lançado, a MTV existia havia um ano e meio e não dava pelota para a música negra. Negros até apareciam na tela, mas só os que fizessem o que os executivos consideravam rock branco. Tina Turner e Prince eram vistos de relance na MTV. Artistas de funk ou discoteca, nunca. Em uma histórica reunião, os executivos da emissora decidiram exibir "Billie Jean", mudando os rumos da carreira de Jackson, da MTV e, não é demais dizer, da cultura americana. O "pequeno Michael" tinha conseguido: sua obra era criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante.

"O objetivo da indústria pop é criar blockbusters: artistas que dominam o mercado por um tempo e que, mais tarde, podem ser substituídos por uma nova marca", diz Mark Andrejevic, professor de comunicação da Universidade de Iowa e estudioso do fenômeno de reality shows. "Essa lógica fica mais visível quando vemos os programas de televisão atuais que lançam artistas. Ali, as pessoas não estão no ar porque são famosas. Elas são famosas porque estão no ar. E essa fama vai durar o tempo exato que durar sua exibição." O mesmo pode ser dito de programas brasileiros como Popstars, do SBT, e Big Brother Brasil, da Globo.

Mas por que investir em nulidades quando há verdadeiros talentos batalhando a luz dos holofotes? "Novos talentos podem demorar três ou quatro álbuns para amadurecer. E não há certeza do retorno", afirma LeBlanc. Andrejevic completa: "A vantagem dos blockbusters fabricados, como Enrique Iglesias ou Hillary Duff, é a redução de riscos. E a fórmula funciona perfeitamente com a audiência jovem, que tende a mudar de gostos rapidamente e pode ser mais bem manipulada".

IDOLATRIA

Em 1995, Michael Jackson lançou um álbum duplo que trazia seus maiores sucessos intercalados com um punhado de canções inéditas. A turnê foi um sucesso: no início de cada show, Michael pulava no centro do palco e passava vários minutos estático. A multidão reagia como se estivesse diante de um milagre. Os fãs gritavam, descabelavam-se, choravam e desmaiavam. "Ídolos pop atingem um estágio em que acreditam ser invulneráveis. Isso acontece porque recebem níveis de veneração e aclamação próprios do status divino", diz o sociólogo britânico Chris Rojek, autor do livro Celebrity ("Celebridade", inédito em português).

"O ídolo pop não pode mudar demais. O que o fã espera a cada novo disco é uma luvinha diferente, uma música um pouco mais rápida ou devagar. Apenas o suficiente para que pareça algo novo feito pelo mesmo. Se mudar demais, pode espantar todo mundo", afirma André Forastieri, ex-editor da Bizz, a mais importante publicação de música no Brasil da década de 80. A antropóloga Maria Cláudia Coelho, autora do estudo A Experiência da Fama, sugere conceito semelhante: "A fama permite a criação de uma espécie de ‘personagem permanente’".

Dois anos após o estouro de Thriller, em 1985, o astro tinha conseguido agradar ainda mais o mundo ao capitanear 44 artistas no projeto USA For Africa e compor em parceira com Lionel Richie outro hit (e vídeo) inesquecível: "We Are the World". A imagem de homem de negócios vitorioso, mas preocupado com os problemas da miséria mundial, acrescentou uma nova faceta que até hoje se apega fortemente à "personagem permanente" de Jackson. "Noventa por cento do meu sentimento por Michael existe porque ele é uma pessoa iluminada. Quando você encontra com ele, percebe isso", diz Roberta Dias, coordenadora do maior fã-clube do cantor no Brasil, com 5 200 membros cadastrados. Ela esteve pessoalmente com seu ídolo durante as gravações do clipe They don’t Care about Us, em 1996, em uma favela do Rio de Janeiro. "Ele é uma pessoa sem maldade. Michael queria que o mundo fosse um lugar melhor."

As palavras de Roberta deixam claro que, para o fã, o ídolo não pode ser uma pessoa qualquer, comum, ordinária. "O ídolo precisa ter certas características que o distanciam dos simples mortais. Ele tem que ser alguém com habilidades extraordinárias", afirma a antropóloga Maria Cláudia. Michael Jackson, ou pelo menos sua imagem, se encaixa como uma luva branca nesse conceito de ídolo portador de habilidades extraordinárias.

Ao seu redor, Michael criou uma corte que lhe dizia todo o tempo o quão talentoso ele era. Ele acreditava estar conquistando o mundo, mas acabou aprisionado pelo sucesso. Agradar aos fãs, deixá-los constantemente abismado com suas performances, ano após ano, é um fardo difícil para o popstar. Michael não se dava conta disso, mas a essa altura deixava de ser ele próprio para agradar a audiência. "O caso de Michael Jackson é um caso limite porque se trata de uma pessoa que, de certo modo, encarnou a fama em seu próprio corpo", diz o antropólogo Roberto da Matta. "Na medida em que ficava famoso, ele ia se transformando e perdendo aquilo que tipifica as pessoas comuns que, precisamente por serem comuns, não podem mudar de cor ou de sexo." Mudanças de cor? Encarnar a fama no próprio corpo? Estamos entrando no fabuloso reino das esquisitices e excentricidades.

EXCENTRICIDADE

"Acredito que é basicamente impossível se tornar famoso hoje em dia sem ser excêntrico." Fosse essa frase dita por qualquer acadêmico ou estudioso de celebridades, seria apenas uma forte opinião. Mas, saída da boca de Ed Needham, a sentença adquire contornos de lei. Afinal, se o editor-chefe da revista Rolling Stone – a mais prestigiada publicação de música dos Estados Unidos, copiada e seguida pela imprensa em todo o mundo – pensa assim, o que pode fazer um pobre artista iniciante?

Para Needham, são essas excentricidades que fazem com que o artista continue a aparecer na mídia, mesmo que não esteja produzindo absolutamente nada. "A vida pública na atualidade acontece na mídia e através dela", diz o antropólogo José Márcio Barros, doutor em comunicação e cultura pela UFRJ. E mesmo fingir desinteresse é uma forma de chamar a atenção. Foi o que a máquina de marketing de Michael Jackson percebeu logo depois do estouro do álbum Thriller. O agente do astro na época, Frank Dileo, simplesmente o proibiu de dar entrevistas.

"Dileo dizia que ele era pouco interessante nas entrevistas e planejou uma estratégia de publicidade que construiu todo o mistério ao redor de Michael", diz Richard Wallace, editor-chefe do The Mirror, tablóide britânico especialista em excentricidades de famosos. "Essa estratégia criou uma personagem completamente diferente de nós, um Peter Pan que dormia numa câmara de oxigênio. Muitas dessas histórias eram mentiras, mas elas ajudaram a criar o mito de que Jackson era de outro mundo, de outro planeta."

Michael passou dez anos sem falar com a imprensa, a partir de 1983. Tudo que se sabia dele era divulgado. E as informações eram freqüentemente pouco normais. "A divulgação dessas excentricidades se dá numa equação interessante: a necessidade delas é inversamente proporcional ao conteúdo artístico daquele ídolo", afirma José Márcio Barros. Assim, a partir do momento em que a crítica não foi muito generosa com as canções de Bad (1987), a divulgação dessas excentricidades adquiriu contornos mais enfáticos.

Jornais e revistas se refestelaram com uma infinidade de absurdos: alguns, quase verdade; outros, pura mentira, como admite Wallace. Foi noticiado, por exemplo, que Michael tentou comprar do Museu Britânico os ossos, roupas e objetos de John Merrick, o infeliz e deformado Homem-Elefante. Que ele tem uma parte de seu nariz, extirpada nas cirurgias plásticas, depositada em uma jarra em seu banheiro. Que ofereceu 50 mil dólares pelo apêndice recém-removido do papa. Que tem acima de sua cama uma pintura retratando suas seis celebridades preferidas: Mona Lisa, George Washington, Abraham Lincoln, Albert Einstein, ele próprio e ET, o extraterrestre. Que ele mantém dois manequins vestidos de guarda à porta de seu quarto para impedir a entrada de fantasmas. E por aí vai.

O problema com Michael Jackson é que, por mais que ele se esforce, a maioria das pessoas continua não lhe dando crédito. Isso porque ele parece mentir a torto e a direito em coisas óbvias, que estão literalmente na cara. Custa acreditar que só tenha feito duas cirurgias plásticas, como ele clama. Cirurgiões, a partir do estudo de fotografias, já calcularam o número de intervenções em nada menos que 50. Custa acreditar que ele só se tornou branco devido à doença vitiligo. O correto, segundo especialistas, seria tentar recuperar a pigmentação original, ao passo que Jackson teria optado por um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância que, apesar de usada a conta-gotas para tratar manchas de pele, é alvo de polêmica: pequisadores europeus a catalogaram como causadora de câncer em animais.

MEGALOMANIA

Dangerous ("Perigoso", em inglês) foi lançado em 1992, e seu título se mostraria ironicamente profético. Em setembro de 1993, enquanto Jackson viajava com a turnê mundial de shows, uma acusação apareceu na Justiça americana. O pai de Jordy Chandler, um menino de 13 anos, acusou o astro de agressão sexual. O processo movido por Chandler, entretanto, nunca chegou ao final porque o cantor fez um acordo financeiro com a acusação. Especula-se que a quantia paga tenha chegado a 20 milhões de dólares.

O fato de Jackson não ter enfrentado a acusação, apesar de se declarar inocente, abalou sua carreira. Para o mundo, ficou a impressão de que, por ter dinheiro, ele não precisava seguir a lei. Por ser famoso, podia dar um tapa na cara da Justiça. Por se considerar semideus, poderia fazer o que quisesse, quando quisesse e onde quisesse.

O sociólogo britânico Chris Rojek, autor de uma pesquisa sobre celebridades, vai direto ao ponto: "Por serem venerados e aclamados como são, ídolos pop gradualmente param de sentir a necessidade de obedecer as regras dos homens e mulheres comuns". O conceito básico para entender como isso acontece é o narcisismo. Narcisista é a pessoa que acredita ser a razão de existência do mundo. Todos passamos por isso. É um momento fundamental de nossas vidas para que tenhamos noção de nós mesmos. Mas isso acontece quando temos entre 3 e 4 anos. Para a maioria, essa fase passa, mas deixa heranças. "E a principal delas é pensar ‘como seria bom se eu voltasse a ser o centro de tudo...’. Passamos a vida inteira administrando esse desejo", afirma o psicanalista Sergio Wajman, professor de psicologia social da PUC-SP.

Mas como uma pessoa como Michael Jackson vai administrar esse desejo? Uma pessoa adulada sem parar por um séquito de baba-ovos e que tem meios financeiros quase ilimitados de construir um mundo próprio. Com zoológicos, parques de diversões, amigos especiais e contrato de sigilo (qualquer visitante de Neverland é obrigado a assinar um termo em que se compromete a não revelar o que viu, ouviu ou viveu ali dentro). "O narcisismo é um fenômeno no qual o limite não existe. Um narcisista exacerbado não se considera uma pessoa comum. Para ele, vale mais a lei de seu desejo que a lei dos outros", diz Wajman.

Essa falta de limites que pode parecer normal para os habitantes da Terra do Nunca vira um exagero descabido no mundo real. Assim, Michael Jackson protagoniza com naturalidade cenas dignas de filmes de terror, como quando suspendeu seu filho de poucos meses na sacada de um hotel, à vista de dezenas de fãs e jornalistas; ou comédias dramáticas, como o dia em que foi chamado ao palco do MTV Music Awards para receber uma homenagem e agradeceu, emocionado mas nada surpreso, por um prêmio de Artista do Milênio que só existia em sua cabeça.

Não é de todo ruim ser narcisista na sociedade do espetáculo em que vivemos. Se a celebridade não pirar demais, ficará no reino das excentricidades – em que pode contar com a necessária exposição na mídia – balanceando algumas esquisitices com um trabalho criativo e relevante. É o caso de Madonna, por exemplo. Talvez por não se levar tão a sério, a cantora, atriz e agora escritora soube destruir cada uma de suas imagens para se reinventar para a próxima etapa. "Jackson provavelmente deveria ter dado um passo para trás e ter se concentrado em projetos menores e mais prazerosos. Ele não parece saber como viver quieto e ser um músico sério", diz Gary Burns, editor da revista Popular Music and Society e autor do verbete "Michael Jackson" da Enciclopédia de Música Popular dos Estados Unidos.

Como sugere Burns, tudo o que acontece com Michael é superlativo. Até acusações de abuso sexual. Hoje, o astro está sendo acusado de molestar sexualmente um outro menino. Uma acusação bastante parecida com a feita pela família Chandler. Mas esse caso não é um simples "cover" do que aconteceu há 11 anos. Dessa vez é diferente.

DESTRUIÇÃO
ASCENSÃODA
As datas mais importantes na vida de Michael Jackson

29 de agosto de 1958
Nasce Michael Joseph Jackson em Gary, Indiana, Estados Unidos, sétimo dos nove filhos de Joseph Walter Jackson e de Katherine Scruse Jackson

1963
Com 5 anos, Michael se apresenta pela primeira vez ao lado dos irmãos, deixando seu pai sem dúvida alguma sobre seu talento. Nasce a banda The Jackson 5, com Michael, Marlon, Jermaine, Tito e Jackie

1969
Os Jackson 5 se apresentam para Berry Gordon, dono da Motown, a mais importante gravadora de artistas negros dos Estados Unidos. A banda assina contrato e estoura. Dois anos depois, estréia o desenho animado dos Jackson 5

1978
Ao lado de Diana Ross, atua como Espantalho no filme The Wiz, adaptação de O Mágico de Oz. Durante as filmagens, conhece o produtor Quincy Jones, com quem trabalharia, já sem os irmãos, em Off the Wall, Thriller e Bad

1979
Ganha o Grammy de melhor artista masculino de rhythm and blues por Off the Wall, que vende cerca de 10 milhões de cópias. Dispensa o pai como agente e começa a tomar as rédeas da própria carreira

1982
Lançado em 1º de dezembro, Thriller é um sucesso imediato. Todos os singles chegam ao primeiro lugar nas paradas de sucesso. Michael grava videoclipes inovadores. O disco vende 50 milhões no mundo, um recorde

1985
Compra os direitos autorais de 251 músicas dos Beatles. Reúne 44 artistas importantes para gravar o single "We Are the World", que teve renda revertida em fundos para crianças carentes na África

1993
Recebe a notícia de que está sendo processado pelo pai de Jordie Chandler, um de seus "amigos especiais", por molestar o menino sexualmente.O episódio é resolvido com um acordo financeiro

1997
Seu primeiro filho, Michael Joseph Jackson Jr., nasce em 13 de fevereiro. Paris Michael Katherine Jackson chega em 3 de abril do ano seguinte.A mãe é Debbie Rowe, ex-enfermeira do dermatologista de Jackson

1999
Divorcia-se de Debbie Rowe. Pelo contrato nupcial, Michael tem direito à guarda dos filhos. Mais tarde Debbie dirá que seus filhos com Michael Jackson foram gerados com sêmen de doador desconhecido

6 de julho de 2002
Sai em passeata pelas ruas, acusando Tommy Mottola, da gravadora Sony, de racismo. Michael acha pouco os 25 milhões de dólares investidos na divulgação do álbum Invincible

19 de novembro de 2002
Aparece sacudindo seu terceiro filho na sacada de um hotel em Berlim. Prince Michael Jackson II tem mãe e data de nascimento desconhecidas

Fevereiro de 2003
O documentário Living with Michael Jackson causa furor ao exibir Michael admitindo que dividia sua cama com crianças. Numa cena, aparece de mãos dadas com o garoto que hoje é o pivô das acusações de abuso

18 de novembro de 2003
Policias revistam Neverland em busca de provas de assédio sexual. Dois dias depois, entra algemado na delegacia de Santa Bárbara. Paga fiança de 3 milhões de dólares e é liberado

18 de dezembro de 2003
O astro é alvo de nove acusações no tribunal de Santa Bárbara, Califórnia: sete por atos lascivos com um garoto menor de 14 anos e duas por fornecer entorpecente (vinho) para facilitar a ação

2004
Ao contrário do que aconteceu em 1993, desta vez vai haver um julgamento.As leis da Califórnia mudaram desde então e nenhum acordo pode anular o processo. Se condenado, Michael Jackson pode pegar até 20 anos de prisão

Para qualquer lado que se olhe, a vida de Michael Jackson está desmoronando. A antes inegável qualidade artística do astro não serve hoje nem aos propósitos mais óbvios da cultura pop: venda de discos. Invincible, seu último álbum de canções inéditas, vendeu 2 milhões de cópias. Seria uma marca vencedora para qualquer artista, mas é uma quantia irrisória para o superlativo Michael. Porque o Rei do Pop não faz um disco como outros artistas. O custo de produção de Invincible alcançou nada menos que 30 milhões de dólares. Para divulgá-lo, a Sony injetou outros 25 milhões. Ora, a 15 dólares o CD (preço médio dos Estados Unidos), o artista precisaria vender o dobro apenas para pagar esses custos diretos.

Sem lucros, Michael Jackson só aumenta as dívidas que vem acumulando há algum tempo. Em fevereiro, o jornal The New York Times noticiou que ele está tendo sérios problemas em estender créditos junto a bancos americanos. Sem crédito, Michael não conseguiu pagar um empréstimo de 70 milhões que venceu na metade do último mês. Seus assessores financeiros afirmaram para o mesmo jornal que ele deve outros 450 milhões a bancos. Resta a opção de vender a sua metade do catálogo dos Beatles, que ele possui em sociedade com a Sony. O dinheiro (900 milhões de dólares pelos direitos de cerca de 250 canções) seria suficiente para o pagamento desses empréstimos. Mas ao Rei não restaria nada.

A situação não é como há 11 anos, quando Michael podia se dar ao luxo de evitar os tribunais e acertar a conta diretamente com a família Chandler. Depois do escândalo de 1993, as leis do estado da Califórnia mudaram. Antes, uma vítima de abuso sexual só prestava depoimento se quisesse. Agora, sob suspeita de crime, todos são obrigados a falar em juízo e as investigações têm que ser levadas a cabo até que os fatos estejam esclarecidos. Desta vez, Michael terá que enfrentar o julgamento. Um julgamento que pode deixá-lo 20 anos na prisão.

"A vida insana de Jackson não passa da incorporação de muitos dos valores mais queridos da sociedade ocidental", escreveu a psicóloga Ros Coward em sua coluna semanal no jornal inglês The Guardian. Para ela, entender a trajetória de Michael Jackson é fundamental para entendermos o mundo em que vivemos. "Suas transformações corporais são apenas uma manifestação extrema dos comportamentos que se tornam cada vez mais generalizados em nossa cultura. Há cada vez mais jovens determinados a mudar aspectos físicos por meio de cirurgias plásticas", disse à Super. Essa mudança abrupta do corpo e do próprio rosto, que hoje nos parece tão estranha, pode ser um caminho irreversível. "No Japão, as meninas já fazem cirurgia para deixar os olhos ocidentalizados. Acredito que daqui a 100 anos, quando todo mundo estiver mexendo na própria cara, os sociólogos vão olhar para trás e considerar Michael Jackson um homem à frente de seu tempo", polemiza o ex-editor da Bizz André Forastieri.

É possível que Michael seja um dos últimos ídolos de uma linhagem esgotada. A indústria do entretenimento acelera processos com uma rapidez inacreditável. Ed Needham, o editor-chefe da Rolling Stone, não acredita que haja hoje tempo, nem dinheiro, para que possamos construir um ídolo com a sua dimensão. Os teóricos concordam. "Astros vão e vem mais rápido do que nunca, mas, como são substituíveis, nem nos damos conta disso", afirma o professor de comunicação Mark Andrejevic.

Nesse processo cada vez mais inevitável, seria um engano dizer que a mídia é a única vilã. A mídia, ao contrário do que gostamos de imaginar, não é um organismo vivo, com vontades próprias. Ela se guia por você, leitor, pelo que você quer. "Ao se interessar pelo artista, comprar o que se escreve sobre ele, conversar no ônibus sobre o assunto, o fã tem culpa no processo. Ele está todo o tempo dizendo à mídia que aquilo lhe interessa", afirma a psicóloga social Ana Bock. Como se viu nesta reportagem, é em resposta a seu público que aquele ídolo iniciante irá se construir, ser idolatrado, tornar-se um excêntrico e até um megalômano, se não tiver muito cuidado. Por fim, será destruído. Assim o pop matou seu rei. Com a ajuda de seus próprios fãs.

MUCHO LOCOS
Conheça alguns dos astros mais excêntricos da música

JERRY LEE LEWIS
Astro da primeira geração do rock, foi preso ao tentar invadir, armado, a mansão de Elvis Presley e quase arruimou a carreira ao abandonar a mulher para casar com uma prima de 13 anos - tornando-se, de uma só tacada, pedófilo e bígamo.

KEITH MOON
Baterista do The Who, tornou-se habituê das páginas policiais por seu peculiar hábito de jogar carros dentro de piscinas. Em 1970, bêbado, atropelou e matou o melhor amigo. Inspirou o personagem Animal, o baterista infernal dos Muppets.

BRIAN WILSON
Ídolo de Paul McCartney, o compositor dos Beach Boys mandou construir uma praia artificial dentro da sala de sua mansão. Gravou uma canção chamada "Fire" ("Fogo") e depois a acusou de ter sido responsável por um incêndio devastador nas florestas da Califórnia.

JAMES BROWN
O pai do funk chocou ao ser preso depois de uma perseguição policial em que dirigiu por mais de 10 quilômetros com os quatro pneus estourados por tiros da polícia. Algemado, fez seu famoso "passo da minhoca".

André Barcinski


Postado por Wagner | 12:06 PM  |

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